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Economia

Estado aumenta importações de insumos para ampliar produção

17 fevereiro 2014 - 11h16
Cassems
As importações de bens de capital, produtos químicos e peças e equipamentos para máquinas e motores pelas empresas do Estado apresentaram aumento de 29,6% no ano passado em relação a 2012, saltando de US$ 515,7 milhões para US$ 668,3 milhões, conforme levantamento do Radar Industrial da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems).
 
De acordo com o diretor-corporativo da Fiems, Jaime Verruck, o crescimento reforça a expansão do setor industrial sul-mato-grossense com as indústrias investindo pesado na ampliação da capacidade produtiva.
 
A aquisição desses produtos vai permitir que a indústria estadual mantenha o atual nível de crescimento, com perspectivas de evolução nos próximos anos. “A cada três meses, o Radar Industrial vai avaliar as importações do Estado para monitorar a compra de insumos para produção e bens de capital e assim demonstrar o desenvolvimento da indústria sul-mato-grossense", disse. "É necessário ressaltar que a importação significativa de bens de capital, máquinas, equipamentos e demais insumos demonstra a preocupação das indústrias com a modernização das suas respectivas linhas de produção”, avaliou.
 
Levantamento do Radar Industrial indica ainda que as importações totais de MS aumentaram em 10,6% no período, saindo de US$ 5,11 bilhões em 2012 para US$ 5,65 bilhões em 2013. Com destaques para as evoluções ocorridas, principalmente, nos grupos “Gás Natural”, “Bens de Capital”, “Produtos Químicos”, e “Peças e Equipamentos para Máquinas e Motores”, que proporcionaram aumentos, no comparativo com 2012, equivalentes a US$ 426,62, US$ 97,09, US$ 36,40 e US$ 19,17 milhões, respectivamente. 
 
A expansão da importação do gás natural decorre do aumento na quantidade consumida do gás boliviano pelo Brasil. Em 2012 foram importados 11,58 bilhões de m³ de gás natural, com um custo de US$ 0,28 o m³, enquanto 2013 o volume importado se elevou para 13,21 bilhões de m³ ao mesmo custo do ano anterior, totalizando US$ 3,66 bilhões em aquisições do produto.
 
Bens de capital
 
Quanto ao grupo “Bens de Capital”, o destaque ficou por conta das caldeiras para água superaquecida, as importações do produto totalizaram US$ 57,80 milhões. Os principais países fornecedores de bens de capital para o estado foram China, Áustria, Finlândia, Suécia, Alemanha, Itália, Japão e Estados Unidos, que, somados, venderam para Mato Grosso do Sul o equivalente a US$ 281,86 milhões. 
 
Já no grupo “Produtos Químicos” a elevação se deu em função do aumento nas importações de “Outros Cloretos de Potássio Diidrogeno-ortofosfato de Amônio” e “Hidrogeno-ortofosfato de Diamônio”. Em relação ao valor, em 2013, o total comprado do exterior alcançou a cifra de US$ 270,89 milhões, resultado 15,5% maior que o obtido em 2012. Os principais fornecedores foram Estados Unidos, Rússia, Marrocos, Canadá, Belarus, Alemanha, China e Israel, totalizando US$ 218,1 milhões. 
 
Em relação ao grupo “Peças e Equipamentos para Máquinas e Motores”, a elevação ocorrida se deu em função do expressivo aumento nas compras de “Outros Turbo Compressores de Ar, Partes de Outras Turbinas a Gás” e “Outros Materiais, Máquinas, Aparelhos para Produção de Frio e Bombas de Calor”. Com o volume total em 2013 alcançando 3,75 mil toneladas, resultado 43,4% maior que o obtido em 2012, quando o total não ultrapassou as 2,61 mil toneladas, proporcionando, deste modo, acréscimo no valor da importação equivalente a US$ 19,2 milhões. 
 
Quanto aos fornecedores, destacaram-se Itália, China e Estados Unidos, que, somados, totalizaram US$ 53,68 milhões dos US$ 66,56 milhões importados por Mato Grosso do Sul em produtos do grupo “Peças e Equipamentos para Máquinas e Motores”.
 
“Particularmente, o gás natural tem a maior representação, posicionando a Bolívia como o principal parceiro comercial do Estado; porém, deixando o gás natural de lado na avaliação, é importante observar que outros insumos e produtos também têm destacada importância", falou Verruck. "Exemplo disso se observa em relação à China, que aparece entre os principais compradores de commodities agrícolas de Mato Grosso do Sul e principal parceira na venda de diversos insumos."
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