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ECONOMIA

Dólar cai 0,39% após leilão de swap e redução da percepção de risco

6 junho 2017 - 17h29

O dólar firmou tendência de baixa ante o real na tarde desta terça-feira, 6, depois de um início de dia marcado pela alternância de sinais. A retomada dos leilões de rolagem de swap cambial do Banco Central foi um dos primeiros fatores a refrear a pressão altista sobre a moeda americana, ainda pela manhã. À tarde, uma redução da percepção de risco do País contribuiu para consolidar o viés de baixa, apesar de a cautela com o cenário político ainda predominar nos negócios.

O dólar à vista terminou o dia cotado a R$ 3,2767, em baixa de 0,39%, depois de ter oscilado entre a mínima de R$ 3,2729 (-0,50%) e a máxima de R$ 3,3019 (+0,38%). A moeda americana vinha de três altas consecutivas, com as quais acumulou ganho de 1,75%. A expectativa era de manutenção da pressão de compra, dada a proximidade dos dois grandes eventos esperados para o dia: a votação da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado e o julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Apesar da cautela com o cenário político e as incertezas sobre o avanço das reformas, houve espaço para algum um alívio da pressão compradora. Profissionais do mercado, no entanto, afirmam que o dólar segue sem tendência definida, até que se conheça os desfechos para as questões que seguem pendentes e que podem interferir nas reformas.

"O real se valorizou mais que a maioria das moedas de outros países emergentes, mas não podemos falar em uma direção para o câmbio, uma vez que neste momento é difícil olhar para outra questão que não seja o cenário político", disse Ignácio Crespo, economista da Guide Investimentos.

Outro fator apontado como reforço do viés de baixa das cotações foi o risco Brasil medido pelo contrato de swap de default de crédito (CDS, na sigla em inglês). Às 17h, o CDS de cinco anos caía 0,24%, para 237,380 pontos-base. Pela manhã, o indicador chegou a subir 0,8%. Pela manhã, o Banco Central vendeu 8.200 contratos de swap cambial tradicional, o que corresponde a US$ 410 milhões. A venda inicia a rolagem dos contratos de swap que vencem em 3 de julho (US$ 6,9 bilhões) e que, segundo estima o mercado, deverá ser novamente integral.

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