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Economia

Desoneração da folha tirou R$ 13,2 bi da arrecadação do governo em 2013

29 janeiro 2014 - 12h12
Não há perspectiva de retirada da desoneração da folha de pagamento das empresas que têm se beneficiado da medida, afirmou nesta quarta-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
 
"A desoneração tem ajudado muito, possibilitou que o setor produtivo continuasse contratando trabalhadores e aumentando a eficiência", afirmou.
 
De acordo com o ministro, todos os setores beneficiados têm "aproveitado bem" o estímulo, que deve continuar.
 
A presidente Dilma Rousseff também já se manifestou sobre o assunto, afirmou há duas semanas que a desoneração será "permanente".
 
Representantes de vários setores da economia, como têxtil, estão reunidos agora com o secretário de política econômica da Fazenda, Márcio Holland, para uma avaliação dos resultados da política.
 
RENÚNCIA
 
O governo deixou de arrecadar no ano passado, por conta desse incentivo, R$ 13,2 bilhões. Houve rumores de que o benefício não seria renovado para alguns setores no fim da validade da medida, em dezembro.
 
Apesar do benefício –concedido a mais de 50 setores–, a receita do tributo subiu 3% acima da inflação. Mesmo assim, foi a maior perda entre as renúncias fiscais do governo em 2013. Nas contas oficiais, a renúncia fiscal foi recorde no ano passado.
 
Ao todo, o governo teria deixado de arrecadar R$ 77,8 bilhões com medidas de alívio de impostos e contribuições –considerando, além da desoneração da folha, o corte no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), que teve queda de 3,52% em sua receita, e no IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), cuja redução foi ainda mais aguda, de 10,09%.
 
A arrecadação do governo no ano passado foi recorde. Ao todo, impostos, taxas e contribuições renderam R$ 1,14 trilhão aos cofres federais, ou R$ 1,17 trilhão em valores corrigidos pela inflação. 
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TJ MS