29 de outubro de 2020 Grupo Feitosa de Comunicação
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Economia

Crise: Redução de abates paralisa transporte de gado

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Fort  Atacadista - 21 ANOS

A forte redução nos abates de bovinos, ocorrida nos últimos meses está deixando o setor de transporte de Mato Grosso do Sul em situação agonizante. Sem mercadorias para transportar, empresários estão demitindo e até se desfazendo de parte da frota para saldar compromissos. Em setembro os abates atingiram o menor nível em três anos: foram 212.300 animais abatidos, volume maior apenas que o de outubro de 2005, quando ocorreram focos de febre aftosa em Eldorado, Mundo Novo e Japorã. Há 14 anos no mercado, José Luiz da Silva Costa, proprietário da Silva Sat Transportes e Monitoramento, localizada no Anel Viário de Campo Grande, classifica este como o pior momento que o setor já viveu.

Ele conta que em setembro renovou sua frota própria, de 12 veículos, e agora enfrenta dificuldades para pagar as parcelas, de R$ 3 mil a R$ 4 mil. Para enxugar os custos, foi necessário reduzir o quadro de funcionários em mais de 30%, o que acarretou em 11 demissões.

Dos 170 caminhões autônomos agregados, só 20% estão atuando, diz, “devido à paradeira no mercado”. “Está muito ruim”, afirma. Ele diz que a esperança é que no fim do ano a situação seja revertida.

O empresário Mauro Vieira, proprietário da transportadora Roda Velha, afirma que a dificuldade é tamanha que para cobrir custos e consertar os veículos foi necessário vender 5 dos 22 caminhões de sua frota, além de demitir quatro funcionários. Além da redução dos abates, ele reclama que os grandes grupos de frigoríficos dão preferência pela contratação de empresas de fora do Estado. “A gente acaba tendo que ir para fora para conseguir trabalho”, lamenta.

Em baixa - Em nove meses os abates totalizaram 2.395.595 no Estado ao passo em que no mesmo período do ano passado foram 2.701.135. São 305 mil animais a menos, o que equivale ao movimento de um mês inteiro.

Com dificuldades para comprar animais, frigoríficos estão operando com capacidade ociosa, unidades deram férias coletivas e em Campo Grande houve caso até de calote.

Em setembro o  volume de abates só não foi menor que o de outubro de 2005, quando atingiu 144.683 animais. À época houve uma queda drástica devido à ocorrência de febre aftosa em Eldorado, Mundo Novo e Japorã.

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