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ECONOMIA

Correção técnica e tensão com Trump fazem dólar subir 1,19%

17 maio 2017 - 17h07

Após acumular queda de 3,10% nos últimos seis pregões, o dólar estava pronto para uma realização de lucros hoje, e foi o que aconteceu. Não bastasse esse fator técnico, os mercados domésticos ainda foram contaminados pelo pessimismo global, em meio à crescente balbúrdia sobre um eventual impeachment de Donald Trump nos Estados Unidos.

O dólar à vista no balcão fechou em alta de 1,19%, a R$ 3,1340, após oscilar entre a mínima de R$ 3,0966 (-0,01%) e a máxima de R$ 3,1355 (+1,24%). O giro registrado na clearing de câmbio da B3 somou US$ 1,674 bilhão. No mercado futuro, o dólar para junho avançava 1,19% por volta das 17h15, a R$ 3,1445. O volume de negócios estava em US$ 20,799 bilhões. O dólar subia ante quase todas as moedas emergentes e de países exportadores de commodities, com destaque para os ganhos em relação ao rand sul-africano (+1,16%), a lira turca (+0,93%) e o rublo russo (+0,96%).

Sem grandes novidades no noticiário doméstico, o câmbio oscilou hoje ao sabor do cenário externo. O dia já começou tenso, após jornais norte-americanos noticiarem na noite de ontem que Trump teria pressionado o então diretor do FBI, James Comey, a encerrar uma investigação sobre seu aliado Michael Flynn. Isso poderia ser classificado como obstrução de justiça e motivar um impeachment do magnata. Hoje, o presidente do comitê de Fiscalização da Câmara, o republicano Jason Chaffetz, informou que Comey foi chamado a depôr na próxima quarta-feira, 24.

Hoje, o índice de volatilidade VIX, conhecido como "termômetro do medo", chegou a subir mais de 30%, enquanto as bolsas de Nova York despencaram, registrando o pior desempenho em dez meses e contaminando outros ativos. "Há uma preocupação generalizada lá fora", resume o operador de uma corretora paulista. Outro participante aponta que, perto do fim da sessão os volumes tradicionalmente diminuem, o que favorece oscilações mais bruscas e ajuda a entender o dólar renovando máximas. "Ocorreu uma correção técnica, potencializada pelo cenário externo, como era esperado", afirma o diretor da Correparti, Ricardo Gomes da Silva.

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