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Economia

Comitê de Monitoramento da Crise se reúne para frear desaquecimento

Puccinelli - Longen nos trouxe em 2008 alguns pleitos viáveis e que realmente melhoraram o desempenh
Puccinelli - Longen nos trouxe em 2008 alguns pleitos viáveis e que realmente melhoraram o desempenh - Divulgação
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O  CMC (Comitê de Monitoramento da Crise) faz sua primeira  reunião amanhã para discutir as estratégias do setor produtivo para frear o desaquecimento da economia estadual em decorrência da crise financeira mundial.

Segundo o presidente da Fiems, Sérgio Marcolino Longen, que também é o coordenador do CMC, a intenção é definir ações para barrar o aumento do desemprego no Estado, já que dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) apontaram redução de 3.430 postos de trabalho em dezembro de 2008 na indústria de transformação estadual, e manter o bom ritmo de crescimento que a economia de Mato Grosso do Sul apresentava até o outubro do ano passado. Além disso, completa Sérgio Longen, os números nacionais pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sobre o crescimento industrial, a diminuição da oferta de crédito, os percalços do setor mínero-siderúrgico, entre outros reflexos, também demonstram a disseminação da crise em Mato Grosso do Sul.
 
Ações conjuntas - O presidente da Fiems já se reuniu com o governador André Puccinelli para construção de um programa de ações conjuntas entre a iniciativa privada e o poder executivo estadual pela manutenção dos empregos e do ritmo de crescimento do Estado. “Tratamos de questões capazes de impedir o aumento do desemprego em Mato Grosso do Sul, já que diversos segmentos do setor produtivo enfrentam dificuldades com a crise financeira mundial sob o risco de suspensão da produção”, declarou.
Entre as medidas sugeridas por Sérgio Longen ao governador estão o fomento de atividades capazes de gerar empregos, a ampliação dos incentivos fiscais para as empresas que mantenham o compromisso de manutenção possível de empregos, a prorrogação de pagamento do IPVA do fim de janeiro para o fim de fevereiro, promovendo a circulação na economia estadual de cerca de R$ 168 milhões por mais um mês e uma ação catalisadora do Estado junto às prefeituras para que o IPTU também seja prorrogado ou reparcelado.
Após a reunião, André Puccinelli disse que muitas das idéias sugeridas pela Fiems no ano passado para amenizar os efeitos da crise na economia estadual foram adotadas pelo Governo do Estado e essas novas ações serão agora analisadas. “O presidente Sérgio Longen nos trouxe no ano passado alguns pleitos viáveis e que realmente melhoraram o desempenho da nossa economia. Por isso, o que nós pudermos fazer em parceria com a Fiems será realizado para que, em conjunto, possamos dinamizar a economia do Estado”, disse, reforçando que as idéias serão analisadas e possivelmente durante a reunião do CMC, o Governo do Estado dará uma resposta ao setor produtivo.


André diz que não vai atender setor

Mesmo antes da reunião do Comitê de Monitoramento da Crise (CMC), amanhã à tarde, o governador André Puccinelli (foto) já antecipou: só deverá atender um dos cinco pedidos feitos na última terça-feira pelo setor empresarial através do presidente da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul), Sérgio Longen.
Mas ele não informou que proposta será essa. “Alguma pequena coisa será atendida, porque antes de eles pedirem, já havíamos atendidos outras coisas e tomadas outras medidas”, disse.
Um dos pedidos apresentados na terça-feira passada e que será negado pelo chefe do Executivo é a prorrogação do pagamento do IPVA, do fim de janeiro para o fim de fevereiro. Para Puccinelli, a prorrogação é injusta com quem já pagou o imposto, além de ilegal. “A prorrogação do IPVA é impossível no Brasil. Não tem mecanismo legal”, afirmou. A arrecadação do imposto é de R$ 168 milhões.
Puccinelli também indicou que dificilmente poderá ajudar as prefeituras para que elas prorroguem ou reparcelem o IPTU. “Se eu der alguma isenção, vou tirar ICMS das prefeituras. No Estado já aumentei o FIS, que o Zeca pôs em R$ 4,6 milhões em 2006, eu coloquei em R$ 11 milhões no final de 2007”, disse. A preocupação do setor empresarial é a manutenção dos empregos e do ritmo de crescimento do Estado. A Fiems também pediu incentivos às empresas que não demitirem. Mas o governador afirma que já atendeu várias reivindicações do setor empresarial, como a antecipação do 13º salário, a redução da pauta fiscal e a aceleração da licitação para a construção de 10 mil casas populares.
Além disso, o governo fará em conjunto com a Fiems uma campanha motivacional. O conteúdo será definido pela federação, para incentivar o consumo.
Para ele, a crise econômica não permite mudanças maiores, mesmo na esperança de que uma compensação posterior através de um aumento no consumo. Puccinelli revelou também que a arrecadação de ICMS pelo governo do Estado em janeiro está em R$ 367,3 milhões, aquém da previsão mais moderada feita pelo Executivo de R$ 371 milhões para janeiro.

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