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Economia

Bovespa tem pior janeiro em quase 20 anos

31 janeiro 2014 - 14h58
Cassems
A Bovespa largou muito mal em 2014, depois de já ter levado um tombo em 2013. Janeiro deste ano foi na contramão da tradicional performance positiva da renda variável brasileira no primeiro mês do ano, e acumulou perdas de 8,28% até a quinta-feira, no pior desempenho para o mês desde de 1995, quando caiu 10,77%, segundo levantamento da Economatica, a pedido do Broadcast, serviço de informações da Agência Estado.
 
E, diante do sinal negativo que prevalece nesta manhã nos mercados internacionais e com uma postura defensiva dos investidores em relação aos países emergentes, dificilmente haverá uma melhora considerável nesta sexta-feira.
 
A surpresa com o mau desempenho de janeiro ocorre pelo fato de o mês ser marcado por alocação de recursos nos ativos de risco, mas, neste ano, a Bovespa não foi agraciada. "Nunca antes na história desse País se entregou um resultado tão ruim da Bolsa em janeiro", ironizou o sócio-diretor da Titulo Easynvest Corretora, Márcio Cardoso, referindo-se à frase do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para falar das conquistas durante o seu governo.
 
O primeiro mês de 2014 foi marcado por um fraco ingresso de capital externo, diante das ameaças de rebaixamento no rating soberano do Brasil, e por uma crescente aversão ao risco dos países emergentes, em meio à desaceleração econômica na China e à retirada dos estímulos monetários nos Estados Unidos. Por isso, qualquer perspectiva de melhora da Bolsa doméstica passa por uma mudança em um desses cenários - se não todos. Mas o ambiente não parece muito promissor.
 
O analista sênior do BB Investimentos, Hamilton Alves, destaca que o principal problema para a Bovespa continua sendo a "espada na cabeça" do País em relação à nota de risco de crédito. Segundo ele, a possibilidade de rebaixamento do rating e de revisão na perspectiva da avaliação pelas agências de classificação segura o fluxo de capital, principalmente o estrangeiro. "O investidor externo não tem confiança no avanço da economia", pondera.
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