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ECONOMIA

Bolsas da Ásia fecham mistas após indicadores chineses e com impasse nos EUA

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única após dados mais fracos do que o esperado de indústria e varejo da China e diante do impasse nas negociações nos EUA

14 agosto 2020 - 06h18
Bolsas da Ásia fecham mistas após indicadores chineses e com impasse nos EUA
Bolsas da Ásia fecham mistas após indicadores chineses e com impasse nos EUA - (Foto: Kazuhiro Nogi/ Jornal Do Comércio)

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta sexta-feira, 14, após dados mais fracos do que o esperado de indústria e varejo da China e diante do impasse nas negociações nos EUA por um novo pacote fiscal em reação à crise do coronavírus.

O índice acionário japonês Nikkei teve modesta alta de 0,17% em Tóquio nesta sexta, a 23.289,36 pontos, graças ao bom desempenho de ações dos setores farmacêutico e de seguros, mas o sul-coreano Kospi caiu 1,23% em Seul, a 2.407,49 pontos, interrompendo uma sequência de nove pregões de ganhos.

Na China continental, as bolsas se recuperaram no fim dos negócios, impulsionadas por fluxo estrangeiro. O Xangai Composto subiu 1,19%, a 3.360,10 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,25%, a 2.244,17 pontos.

Em Hong Kong, por outro lado, o Hang Seng recuou 0,19%, a 25.183,01 pontos.

Já em Taiwan, o Taiex garantiu modesta valorização de 0,25%, a 12.795,46 pontos.

Os dados chineses mais recentes mostram que a atividade da segunda maior economia do mundo continua se recuperando do impacto da covid-19, mas em ritmo mais contido à medida que Pequim parou de incrementar seus estímulos monetários e fiscais.

Em julho, a produção industrial da China teve expansão anual de 4,8%, um pouco menor do que o acréscimo de 5% previsto por analistas. Também na comparação anual, as vendas no varejo caíram 1,1% no mês passado, após recuarem 1,8% em junho, mas a projeção para julho era de estabilidade.

Os investimentos chineses em ativos fixos, por sua vez, sofreram queda anual de 1,6% entre janeiro e julho, mas economistas previam redução um pouco maior, de 1,8%.

O apetite por risco na Ásia também é limitado por um longo impasse em negociações no Congresso americano para um pacote de incentivos fiscais que ajude os EUA a se recuperar dos efeitos do coronavírus. Na quinta, o presidente Donald Trump voltou a atacar a oposição democrata, culpando-a pela falta de um acordo.

Na Oceania, a bolsa australiana ficou no azul, ajudada principalmente por ações de tecnologia, que seguiram o desempenho positivo do Nasdaq em Nova York na quinta. O S&P/ASX 200 avançou 0,58% em Sydney, a 6.126,20 pontos.

*Com informações da Dow Jones Newswires

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