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Bolsa fecha em leve alta de 0,01%, à espera de pacote nos EUA

Com terceiro desempenho positivo, esse foi o melhor nível de fechamento desde 9 de setembro

21 outubro 2020 - 17h05
O índice de referência da B3 fechou as negociações em 100 mil pontos
O índice de referência da B3 fechou as negociações em 100 mil pontos - (Foto: Daniel Teixeira/Estadão)
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Em dia de oscilações em Nova York, em meio à incerteza sobre o pacote fiscal nos EUA, o Ibovespa conseguiu encadear o terceiro desempenho positivo, mas praticamente neutralizando a alta observada no começo da tarde, que o colocou nesta quarta-feira a 101.585,92 pontos na máxima da sessão, maior nível intradia desde 3 de setembro (103.225,58), com abertura a 100.541,25 pontos nesta quarta-feira. Ao final, o índice de referência da B3 ficou abaixo dos 101 mil pontos, mostrando ganho de 0,01%, aos 100.552,44 pontos, saindo de mínima a 100.148,97. Ainda assim, a exemplo do dia anterior, manteve-se como melhor nível de fechamento desde 9 de setembro, então aos 101.292,05 pontos.

A forte pressão sobre os preços do petróleo, em queda superior a 3%, colocou as ações da Petrobras em terreno negativo, embora limitado no fim (PN -0,10% e ON -0,05%), após a empresa ter divulgado, na noite de terça, números operacionais bem recebidos pelo mercado. Entre as commodities, destaque para alta de 1,63% em Vale ON, com outro segmento de peso, o de bancos, também avançando nesta quarta-feira, à espera de balanços mais favoráveis no terceiro trimestre, com Bradesco ON (+0,92%) e PN (+1,02%) à frente na sessão.

"Tivemos um dia em que acompanhamos Nova York, com variações bem próximas ao que ocorria por lá, de olho no pacote, o horizonte em que virá. Ações mais sensíveis ao ciclo econômico e expostas aos efeitos da pandemia, como Azul (-0,61%), CVC (-2,90%) e Lojas Renner (-2,48%) - ou seja, viagens e varejo presencial - sofreram um pouco mais com o noticiário sobre vacinas, que, em geral, não fez preço hoje", aponta Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da Nova Futura.

Assim, permaneceram em segundo plano os ruídos em torno da adoção da vacina chinesa no Brasil, após o presidente Jair Bolsonaro desautorizar nesta quarta protocolo do dia anterior entre o Ministério da Saúde e o governo de São Paulo sobre aquisição de doses da Coronavac, desenvolvida em conjunto pela Sinovac e o Instituto Butantan.

"O dia todo ficou em torno do pacote nos EUA. As discussões chegaram a esfriar, mas depois novas declarações de Pelosi (Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Representantes), de que as negociações estão caminhando, contribuíam para dar sinal positivo, lá e aqui", diz Thomás Gibertoni, especialista em investimentos da Portofino Multi Family Office.

Contudo, Nova York acabou por se firmar em leve baixa no encerramento, levando o Ibovespa a quase zerar os ganhos do dia, ante a falta de sinais definidores em nova rodada nesta tarde entre Pelosi e o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin.

Depois do encerramento de Nova York, foi anunciado que os contatos devem prosseguir na quinta. Porta-voz da presidente da Câmara, Drew Hammill afirmou que "a conversa de hoje nos deixa mais perto de ser capazes de colocar a caneta sobre o papel para escrever a legislação".

Apesar das incertezas, em outubro os ganhos acumulados pelo Ibovespa chegam agora a 6,29%, com avanço na semana a 2,28%, enquanto as perdas no ano vão a 13,05%. Nesta quarta-feira, o giro financeiro ficou em R$ 24,4 bilhões.

O Ibovespa chegou a sustentar o nível de 101 mil pontos em boa parte da sessão, mas a oscilação de sinal em Nova York, em meio às idas e vindas sobre o pacote fiscal nos EUA, contribuiu para segurar o índice da B3, após ter chegado a operar, no início da tarde, acima do nível de fechamento de 9 de setembro.

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