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Bolsa fecha em alta, no maior nível desde janeiro

O índice terminou o pregão em 117.857,35 pontos (+1,47%), maior nível desde o início do ano, marcando ganho no ano de 1,91%

16 dezembro 2020 - 20h17
Operadores relataram que uma operação grande no mercado futuro do Ibovespa teve forte interferência no desempenho do indicador
Operadores relataram que uma operação grande no mercado futuro do Ibovespa teve forte interferência no desempenho do indicador - (Foto: Suamy Beydoun/AGIF)

A combinação de vencimentos do Ibovespa, votação sem sustos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2021 e a promessa do Fed (o banco central dos EUA) de continuar injetando recursos nos mercados financeiros de forma contínua contra a recessão levou o principal índice da Bolsa de São Paulo, B3, a romper o nível dos 118 mil pontos na tarde de ontem. O índice terminou o pregão em 117.857,35 pontos (+1,47%), maior nível desde 22 de janeiro, marcando ganho no ano de 1,91%.

Operadores relataram que uma operação grande no mercado futuro do Ibovespa teve forte interferência no desempenho do indicador. Para Ariovaldo Ferreira, gerente de renda variável da H.Commcor, a rolagem de contratos de derivativos do Ibovespa para 2021 também contribuiu para a melhora do desempenho do mercado, observando que o fluxo de recursos externos continua firme e assim deverá permanecer. "O próximo vencimento do índice com liquidez ocorrerá em fevereiro, quando já teremos iniciado a vacinação contra a covid-19 e teremos uma perspectiva mais clara sobre o andamento das reformas no Congresso", afirma.

"Havia uma cautela grande antes da decisão do Fed e Jerome Powell (seu presidente) confirmou que a instituição fará o que estiver ao seu alcance para incentivar a economia. Isso se soma ao otimismo com a vacinação que se inicia no mundo", disse Pedro Galdi, da Mirae. "O Fed deu diretrizes que o mercado esperava, de extensão de quantitative easing e de usar todas as ferramentas para melhoria da economia americana. Com certeza contribuiu para a puxada", afirmou o estrategista Jefferson Laatus, do Grupo Laatus.

Dólar

O dólar teve novo dia de alta, em descompasso com a euforia vista na Bolsa e a queda no risco Brasil, medida pelo derivativo Credit Default Swap (CDS), que chegou a cair a 148 pontos, o menor nível em 9 meses. Profissionais das mesas de câmbio dizem que pesou ontem a demanda por dólar à vista, comum na reta final do ano, para empresas e fundos remeterem juros e dividendos ao exterior.
Após a fala de Powell, o dólar passou a cair ante moedas fortes e se enfraqueceu em alguns emergentes. No fechamento doméstico, o dólar à vista encerrou em alta de 0,34%, cotado em R$ 5,1062.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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