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ECONOMIA

Balanços e dados de atividade trazem cautela e Ibovespa aproveita para realizar

Depois de abrirem em alta, tanto o Ibovespa como as bolsas de Nova York passaram para o campo negativo

31 julho 2020 - 10h49
Em meio a uma série de divulgações de balanços do segundo trimestre no Brasil e no exterior, o investidor adota cautela
Em meio a uma série de divulgações de balanços do segundo trimestre no Brasil e no exterior, o investidor adota cautela - (Foto: Reprodução)
HVM

Em meio a uma série de divulgações de balanços do segundo trimestre no Brasil e no exterior, o investidor adota certa cautela, enquanto tenta chegar a uma conclusão dos dados mistos de hoje e dos últimos dias, que provocam dúvidas quanto ao ritmo de retomada da economia global. Depois de abrirem em alta, tanto o Ibovespa como as bolsas de Nova York passaram para o campo negativo. A exceção é o índice Nasdaq (0,35%), que ainda tenta sustentar alta, após os bons resultados da Apple, Amazon, Alphabet e Facebook) no segundo trimestre, informados ontem após os pregões.

Após exibirem altas na faixa de 1,00%, as ações da Petrobras operam no negativo, diante dos desafios impostos pela empresa no pós-pandemia de coronavírus, e enquanto o mercado acompanha teleconferência da empresas para detalhar os números do segundo trimestre a analistas. Logo no começo, o presidente da companhia, Roberto Castello Branco, disse que se a empresa precisar, tem facilidade para sacar linhas de crédito. Informou ainda que 5 mil funcionários deixarão a companhia de agosto a dezembro.

Já diretora de Finanças e de Relações com Investidores da Petrobras, Andrea Almeida, admitiu que a estatal está com um caixa alto e que esse não é o objetivo no longo prazo. Disse que o objetivo é voltar com o caixa para os níveis pré-crise, de US$ 5,5 bilhões, que indica ambiente de menor volatilidade.

"As ações da Petrobras estão caindo, mas não é porque o investidor não gostou dos números, que vieram até bons, se levarmos em conta o momento pelo qual o País passa crise de coronavírus. Devido ao tamanho da crise, os balanços, de forma geral, estão vindo até bons. E se o balanço da estatal não tivesse agradado, cairia muito mais", avalia o estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus.

Apesar de novas quedas de PIBs europeus hoje, o noticiário corporativo é que dá o tom aos negócios nas bolsas. Há instantes, a União Europeia aprovou a compra da Bombardier pela Alstom, enquanto o Grupo Soma fez sua estreia na B3, por meio de ações ON, que subiam 10,20% após abertura, com 6,8 mil negócios.

No fundo, diz um operador, não tem muita novidade no radar, e o Ibovespa aproveita para realizar lucros. Até o momento, acumula alta de 9,39% em julho e de 1,62% na semana. "Claro que os indicadores estão vindo mistos, contraditórios, mas também estamos em virada de mês, e a Bolsa subiu muito. Então, o investidor aproveita para colocar o lucro no bolso", avalia.

Apesar do prejuízo de R$ 2,71 bilhões da Petrobras no período de abril a junho, ficou 94,4% melhor do que o primeiro trimestre e ainda menos deficitário que a estimativa de perdas de R$ 12,6 bilhões do mercado.

Conforme Ilan Arbetman, da Ativa Investimentos, a sinalização da Petrobras, de que tem buscado eficiência, focando no controle do endividamento, é um bom indício. "A linha deve ser a mesma para os indicadores econômicos queda dos PIB na Itália, França e Espanha no segundo trimestre. Há uma convergência na leitura de que a fraqueza da atividade está dada. Resta saber o quão duradoura será e de que forma uma reversão será sinalizada, de que o fundo do poço ficou para trás", avalia.

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