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ECONOMIA

ANP: Crise já não prejudica a produção de combustíveis da Petrobras

O pior momento das refinarias foi em abril, quando a utilização da capacidade chegou a 56,4%

1 outubro 2020 - 16h05
Agosto foi um marco no processo de retomada das refinarias produtoras de combustíveis neste ano de crise
Agosto foi um marco no processo de retomada das refinarias produtoras de combustíveis neste ano de crise - (Foto: Agência Brasil)
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Agosto foi um marco no processo de retomada das refinarias produtoras de combustíveis neste ano de crise. No mês, o fator de utilização da capacidade das unidades produtoras chegou à média de 80%, o maior registrado desde janeiro do ano passado, o primeiro mês divulgado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em seu site.

O pior momento das refinarias foi em abril, quando a utilização da capacidade chegou a 56,4%. Naquele momento de baixíssimo consumo por conta da pandemia de covid-19, a Petrobras, dona de quase a totalidade do parque de refino nacional, reduziu drasticamente sua produção, principalmente de querosene de aviação, gasolina e, em menor escala, de óleo diesel.

Em contrapartida, a empresa apostou no óleo bunker, para consumo marítimo, cuja demanda estava em alta no mercado internacional. Com isso, naquele momento, refinarias mais capacitadas a produzir o óleo bunker, como a baiana Rlam, ganharam protagonismo, enquanto outras mais voltadas para o óleo diesel, como a paulista Replan, perderam importância.

Passada a pior fase da indústria de refino, o perfil da produção estatal retorna à normalidade. Na Replan, que há anos ocupa a liderança no refino, o nível de utilização da capacidade ultrapassou a média, chegando a 85% em agosto. Enquanto na Rlam, ficou em 69%. A Replan retomou o posto de maior produtora nacional, tendo respondido por 16,1% do processamento de petróleo no mês, e a Rlam, por 14,7%.

O óleo diesel automotivo voltou a ser o combustível mais produzido. Foram 3,7 bilhões de litros em agosto. Em seguida aparece a gasolina (1,9 bilhão de litros). O QAV continua em baixa, com produção de 207 mil litros, frente a 566 mil litros em janeiro deste ano, antes da crise.

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