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CULTURA

Premiado filme de Woody Allen é atração desta sexta no Cine Café do MIS

Exibição acontece no Museu da Imagem e do Som, da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, às 19h e a entrada é franca

25 maio 2017 - 07h00
A Última Noite de Boris Grushenko”, de Woody Allen
A Última Noite de Boris Grushenko”, de Woody Allen - Divulgação
O FLOR DA MATA - NOTICIAS
 

Com 1h25 de duração e com a Rússia czarista de pano de fundo, Allen nos mostra Boris, um soldado que se alistou forçadamente, recordando de toda a sua vida enquanto está prestes a ser executado por um crime que não cometeu.

O filme foi produzido em 1.975 com o título original de “Love and Death”. Foi agraciado com o Prêmio Unicrit, no Festival de Berlim. No elenco: Woody Allen, como Boris Grushenko; Diane Keaton, como Sonja; Georges Adet, como o velho Nehamkin; Jessica Harper, como Natasha e Harold Gould, como Anton Inbedko.

Nesta produção, Allen parodia diretamente Ingmar Bergman com enquadramentos certeiros enquanto os personagens balbuciam frases imbecis sobre trigo. As sátiras não se limitam apenas a Bergman. Woody Allen faz piada com praticamente toda a literatura russa clássica como Guerra e Paz, Crime e Castigo, Irmãos Karamazov, O Idiota e Anna Karenina. Como o filme se trata de uma “releitura” histórica, também há diversas piadas brilhantes sobre o período incluindo alguns anacronismos repletos de ironia. Não satisfeito, o humor pastelão vem de mestres como Charlie Chaplin, Buster Keaton e irmãos Marx (crítica de Matheus Fragata).

Este é o segundo de sete filmes em que Woody Allen e Diane Keaton trabalharam juntos. Os demais foram O Dorminhoco (1973), Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977), Interiores (1978), Manhattan (1979), A Era do Rádio (1987)  e Um Misterioso Assassinato em Manhattan (1993).

O Cine Café foi criado em agosto do ano passado pelos idealizadores Kezia Miranda, Thiago Andrade, Déborah Wolsky, João Carlos Costa, Marcos Moro, Natanael Marques, Andreza Pelizaro, Deborah Nasser, Maria Fernanda Suppo e Thais Barros. Déborah Wolsky Carneiro, estudante de Arquitetura e Urbanismo e uma das organizadoras do Cineclube, explica que o Cine Café surgiu a partir de uma conversa no facebook. “A Kézia, uma das integrantes, colocou um link de um filme do Bergman no facebook dela, e daí surgiu uma discussão e decidimos montar um cineclube. Além disso, nós gostamos de café, e pensamos: por que não unir cinema e café?”

Na primeira reunião foi feito um estudo dos diretores marcantes e ao qual as pessoas não têm muito acesso. “Nós decidimos exibir os filmes menos conhecidos dos diretores para as pessoas terem mais conhecimento. A gente já frequentava outras mostras no MIS [Museu de Imagem e Som] e queríamos um espaço público. Decidimos pelo Museu pela gratuidade. Passamos a proposta para a Marinete e fomos aceitos. A gente gosta muito do que faz. O Cine Café é uma ocasião em que depositamos nosso amor pelo cinema e recebemos isso das pessoas”, diz Débora Wolsky.

Prepare já sua canequinha para o café ou o chá. Logo após a exibição, haverá uma discussão sobre o filme, o diretor e o cinema. As exibições são gratuitas, uma vez por mês, geralmente às sextas-feiras, às 19 horas, no MIS.

Karina Lima – Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS)

Foto: Divulgação

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