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Cultura

Filme rodado em Campo Grande é bem aceito no Festival do Rio

O ator Marco Ricca dirige a obra do escritor Marçal Aquino
O ator Marco Ricca dirige a obra do escritor Marçal Aquino
Fort  Atacadista - 21 ANOS

 ‘Cabeça a Prêmio’ tem na direção Marco Ricca, na sua primeira incursão como diretor, além de Alice Braga e Eduardo Moscovis no elenco.

  O filme foi exbido pela primeira vez na quarta-feira, 7, no Cine Odeon no Rio, para uma sala lotada. Estiveram por lá atores como Sérgio Marone, Giulia Gam e Guilherme Fontes para conferir a estreia de Marco Ricca na direção.

  Antes da apresentação do filme, Ricca pediu que a plateia louvasse Mercedes Sosa, que morreu no último domingo aos 74 anos. A cantora argentina interpreta a canção Cristal, tocada num dos grandes momentos do filme.

  Nem de longe Cabeça a Prêmio parece trabalho de um diretor estreante. O filme é denso, repleto de planos abertos que são usados para dar mais força aos personagens, um triunfo de Ricca. Talvez o trabalho como ator deve tê-lo ajudado a conduzir melhor aqueles que estão diante das câmeras.

  O filme é uma adaptação da obra do escritor Marçal Aquino, que carrega o mesmo nome. Conta a história da família Menezes, liderada pelos irmãos Mirão (Fúlvio Stefanini) e Abílio (Otávio Müller), poderosos fazendeiros do centro-oeste.

  Os personagens entram em crise quando Eliane (Alice Braga), filha de Mirão, se envolve com o piloto de avião da fazenda, Denis (Daniel Hendler) e fogem juntos. A família envia Brito (Eduardo Moscovis) e Albano (Cássio Gabus Mendes) para persegui-los.
Essa trama dá início a uma série de desentendimentos que vão desconstruindo os protagonistas.

  Parte da atmosfera criada por Ricca está na confiança que deu aos atores. Nem é preciso falar com o diretor para saber que eles tiveram total liberdade para compor seus papeis. Apesar da atmosfera tensa, é visível que eles estavam à vontade em cena e isso é um ponto a a favor do longa.


  Outra boa escolha de Ricca foi escolher José Roberto Eliezer (conhecido por Encarnação do Demônio, de José Mojica Marins) para fazer a fotografia. Um salve também para a singela participação de David Cardoso, o rei da pornochanchada, que foi escolhido pelo fato de ser do Mato Grosso do Sul, onde a maior parte do filme se passa.  Cabeça a Prêmio foi feito com incentivo do pólo cinematográfico de Paulínia e, por conta disso, teve cenas rodadas no local.

  Mas a produção não parou por aí: eles estiveram também em Campo Grande, Corumbá, Sidrolândia e na fronteira com a Bolívia.
Agora que Marco Ricca já enfrentou seu primeiro desafio, começa uma das piores partes: distribuí-lo comercialmente pelo Brasil. O Festival do Rio promete dar uma ajuda neste processo.

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