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50 mil

São Paulo supera a marca de 50 mil mortes pela covid-19

Estado registra 50.318 óbitos e 1.644.225 casos confirmados da doença

19 janeiro 2021 - 17h35
Vítima da covid é enterrada no cemitério Vila Formosa, em São Paulo
Vítima da covid é enterrada no cemitério Vila Formosa, em São Paulo - ( Foto: Estadão/Amanda Perobelli/Reuters )

O Estado de São Paulo superou a marca de 50 mil mortes por covid-19 nesta terça-feira, 19. O balanço divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde mostra que o Estado, epicentro da doença no País, tem 50.318 óbitos e 1.644.225 casos confirmados.

Apenas nas últimas 24 horas, foram 331 óbitos e 15.953 casos confirmados da doença.

Até as 13 horas desta terça, o número de pacientes internados pelo coronavírus era 13.937, dos quais 7.845 estavam em enfermaria e 6.092 em unidades de terapia intensiva. Na Grande São Paulo, 70,5% dos leitos de UTI estão ocupados, enquanto esta taxa chega a 69,7% na rede estadual.

Ao todo, 1.415.873 pessoas no Estado já se recuperaram da doença e todos os 645 municípios têm pelo menos um caso confirmado de infecção. Desses, 613 têm um ou mais óbitos.

Vacinação

O contrato do Butantan com o Ministério da Saúde prevê o envio de 46 milhões de doses da Coronavac para o Sistema Único de Saúde (SUS) até o dia 30 de abril, a um custo de R$ 2,6 bilhões. A primeira parcela teria 6 milhões de doses importadas e 2,7 milhões de doses nacionais.

A segunda autorização para uso emergencial, cujo pedido à Anvisa foi anunciado por São Paulo na segunda-feira, se refere já às doses nacionais.

O acordo prevê que, até o fim de fevereiro, mais 9,3 milhões de doses, aí todas de produção nacional, sejam enviadas ao ministério. Em março, serão 18 milhões.

No mês de abril, o Butantan se comprometeu em enviar as 9,9 milhões de doses restantes.

A Coronavac precisa de duas doses para atingir a eficiência observada nos estudos clínicos. O tempo de intervalo entre as doses no estudo conduzido no Brasil, que apontou uma eficiência global de 50,4% (mas que evitou 100% dos casos graves e óbitos), foi de 21 dias entre a primeira e a segunda aplicação.

O diretor-presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que os estudos clínicos realizados em outros países, que tiveram intervalo de 28 dias, apontaram uma taxa de eficácia maior.

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