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Índia colocou Brasil na mais alta prioridade na entrega de vacinas, diz ministro

publicação em sua conta oficial no Twitter foi uma defesa às críticas sobre sua atuação como chanceler nas negociações internacionais sobre a vacina contra a covid-19

21 janeiro 2021 - 16h53
Ernesto Araújo
Ernesto Araújo - (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
Cassems

Após a confirmação de entrega prevista para a sexta-feira, 22, das vacinas produzidas na Índia, o ministro Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, afirmou nesta quinta-feira, 21, que "a Índia colocou o Brasil na mais alta prioridade". A publicação em sua conta oficial no Twitter foi uma defesa às críticas sobre sua atuação como chanceler nas negociações internacionais sobre a vacina contra a covid-19.

Na publicação, ele também agradeceu o presidente da República, Jair Bolsonaro, que mais cedo cumprimentou o chanceler e servidores do Itamaraty "pelo trabalho realizado" envolvendo as negociações com a Índia para a entrega de 2 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca.

O reconhecimento de Bolsonaro ocorreu após o Brasil ficar refém do governo indiano, que decidiu adiar a entrega das vacinas na semana passada. Nesta quinta, o Ministério da Saúde confirmou que o imunizantes produzidos pelo laboratório indiano Instituto Serum chegarão na sexta no fim da tarde.

"Muito obrigado, presidente @jairbolsonaro. O governo da Índia colocou o Brasil na mais alta prioridade: somos um dos dois primeiros países a receber vacinas contra Covid compradas na Índia (ontem a Índia fez doação a 2 países)", escreveu Ernesto Araújo.

O ministro também agradeceu "em especial" o ministro de Relações Exteriores indiano, Subrahmanyam Jaishankar.

Ministro excluído de tratativas com a China

Em outra frente de negociações internacionais, o jornal O Estado de S. Paulo mostrou mais cedo que Araújo foi excluído das tratativas com a China para a compra de vacinas e insumos contra a covid-19.

Na quarta-feira, em nota oficial, o governo afirmou ser o "único interlocutor oficial" com a China nas conversas para a importação de insumos para a produção de vacinas no País.

A nota informou ainda que o Itamaraty tem mantido negociações com o governo chinês e que "outros ministros do governo federal têm conversado com o embaixador Yang Wanming".

O embaixador da China no Brasil participou na quarta de reunião com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Após o encontro, contudo, Maia afirmou ter ouvido do representante chinês que ninguém do governo federal havia procurado a embaixada até então.

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