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FALTA DE OXIGÊNIO EM HOSPITAIS DE CAMPO GRANDE

Direção de hospitais de Campo Grande afirmam que não há risco de desabastecimento de oxigênio

A falta de oxigênio nos hospitais de Manaus acendeu o alerta em todo o País

23 janeiro 2021 - 10h00Geliel Oliveira
Cilindros de oxigênio
Cilindros de oxigênio - (Foto: Divulgação)

Com o último escândalo em Manaus (AM), o oxigênio hospitalar virou protagonista dos debates. Apesar da alta de consumo no oxigênio hospitalar, que chegou a 34,3% em dezembro na Santa Casa de Campo Grande, o hospital tem uma margem de segurança nos estoques para evitar qualquer risco. O hospital alega que não enfrenta problema de desabastecimento ou risco da falta de oxigênio para atendimento aos pacientes.

De acordo com o balanço dos boletins de acompanhamento do vírus pela Secretaria do Estado de Saúde, o número é agravante não por conta do risco da falta, e sim pela alta de casos e pacientes que precisaram de ajuda para respirar. Conforme o boletim do dia 31 de dezembro de 2020, em Campo Grande a Sesau divulgou serem 348 internados, sendo que 297 pacientes precisaram de suporte de oxigênio.

A média mensal de consumo de oxigênio na Santa Casa, em metros cúbicos, registrou um segundo aumento de 7,37% no consumo em dois anos, em 2019 eram 43.500 m3/mês e em 2020 passaram a ser consumidos 46.709 m3/mês.

Em nota, a Santa Casa esclarece que o ar que respiramos contém 21% de oxigênio. Uma quantidade suficiente para pessoas com pulmões saudáveis e para muitas com doença pulmonar, porém, algumas pessoas com doença pulmonar são incapazes de obter oxigênio suficiente através de uma respiração normal e precisam de oxigênio extra para manter as funções vitais normais.

Já na rede particular, a Unimed Campo Grande informa que o gás medicinal oxigênio utilizado no atendimento dos pacientes, trabalha com contingência (previsão de quantidade necessária), conforme a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A Unimed é mais uma das redes que não apresentam qualquer risco de desabastecimento.

A quantidade de oxigênio pela rede é adquirida semanalmente com a empresa Air Liquide, conforme a demanda do hospital, que informou ainda esta semana estar com seus estoques abastecidos e prontos para atender à demanda.

Assim como na rede pública, o consumo desse material, obteve um aumento significativo, tendo em vista que estes pacientes necessitam de algum tipo de ventilação, principalmente a mecânica.

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