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CORONAVÍRUS

DF lidera ranking de pior desempenho no combate à covid-19 no Brasil

É a primeira vez desde o início do acompanhamento, na semana iniciada em 15 de abril, em que o DF fica em primeiro lugar

1 agosto 2020 - 08h15
Quanto maior a nota final, pior é o desempenho dos Estados no enfrentamento à pandemia.
Quanto maior a nota final, pior é o desempenho dos Estados no enfrentamento à pandemia. - ( Foto: Reprodução/Pixabay)
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O Distrito Federal assumiu a liderança no ranking dos Estados com pior desempenho no combate à pandemia do coronavírus no País. A última edição da lista, elaborada pelo Centro de Liderança Pública (CLP) e obtida com exclusividade pelo Broadcast, trouxe o DF na primeira posição na semana encerrada em 28 de julho.

É a primeira vez desde o início do acompanhamento, na semana iniciada em 15 de abril, em que o DF fica em primeiro lugar. Ele é seguido pelo Rio de Janeiro, que saiu da 16ª para a segunda posição entre 14/7 e 28/7. Depois, vêm Roraima, em terceiro lugar; Goiás, na quarta colocação; e Alagoas, na quinta.

O Ranking Covid-19 dos Estados avalia as 27 unidades federativas de acordo com nove critérios: proporção de casos confirmados, evolução logarítmica de casos e porcentual de mortalidade da covid-19 e de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG); as notas de transparência do combate ao coronavírus elaboradas pela Open Knowledge Brasil e dados de isolamento social do Google. Quanto maior a nota final, pior é o desempenho dos Estados no enfrentamento à pandemia.

Embora pela primeira vez no topo do ranking, o Distrito Federal ocupava consistentemente o segundo lugar desde a primeira semana de julho. A mudança de colocação foi motivada mais pela melhora de Roraima do que por uma piora na sua situação: a nota do DF passou de 46,96 na semana encerrada em 14/7 para 43,75 no período encerrado no dia 28. O Estado do Norte, que ocupou a liderança nas últimas cinco semanas, oscilou de 50,4 para 42,36 no período.

"O DF tem o pior desempenho, bateu recorde de mortes e passou dos 100 mil casos. Nós estamos avisando isso ao longo dos últimos meses e, agora, é o caos, em linhas gerais", afirma José Henrique Nascimento, Head de Competitividade do CLP. "Eles precisam e podem fazer alguma coisa para controlar a doença, até porque é um Estado pequeno e tem alguns dos melhores indicadores do Brasil, principalmente a nível de emprego e renda", completa.

Entre os destaques negativos, ele também menciona o Rio de Janeiro, em segundo lugar no levantamento. "A Fiocruz já soltou nota técnica falando sobre a possibilidade de uma nova onda de casos. O Rio já é o segundo colocado e tem possibilidade de manter-se nessa posição negativa", observa.

Tendência

O CLP observa que, na passagem da semana encerrada em 14/7 para a semana de 28/7, o número de mortes por covid-19 no Brasil subiu 28,0%. Na região Sul, Santa Catarina e Paraná tiveram altas de aproximadamente 60% e, no Centro-Oeste, o Mato Grosso do Sul teve o maior crescimento, de 64%.

"Os Estados do Sul não preocupam tanto, porque parece que perceberam o problema e estão tomando medidas. Mas eu diria que temos que ficar atentos com o Mato Grosso do Sul e com Goiás, que está soltando várias notas de hospitais com 100% da capacidade atingida", diz Nascimento.

De acordo com as projeções do CLP, o número de mortes por covid-19 no Brasil - de 88.539 até a última terça-feira, 28, quando o ranking foi fechado - deve crescer 15,1% nos próximos 15 dias, a 101.887. No período de um mês até o dia 27 de agosto, o centro espera ver aumento de 29,9% no acumulado, a 115 mil.

No Distrito Federal, pior colocado do ranking, o CLP estima crescimento de 43,9% no número de mortes até 12 de agosto, para 2.002, dos 1.391 registrados até o dia 28. Até o dia 27/8, a estimativa é de o número avance 77,5%, a 2.469. A alta mais intensa é esperada para Goiás, que teve 1.473 mortes até o dia 28 e pode ter crescimento de 43,18% em 15 dias (para 2.109) e 86,35%, para 2.745, no período de um mês.

Segundo Nascimento, os resultados do ranking até agora mostram que o desempenho dos Estados está fortemente ligado à manutenção de políticas de distanciamento social. A questão é puxada, principalmente, por uma incapacidade de garantir o cumprimento de protocolos de segurança quando há o afrouxamento das medidas, avalia.

"Nenhum Estado conseguiu reabrir sem criar impactos negativos de curto prazo. As pessoas acham que a vida está normal e a curva de casos e mortes aumenta, os hospitais lotam", afirma Nascimento. "Tem uma incapacidade institucional de prover segurança. Você reabre e o ônibus, por exemplo, vai lotar, sempre lotou, não vai deixar disso agora."

O que dizem os Estados

Por meio de nota, o governo do Rio de Janeiro disse que um gabinete de crise acompanha diariamente o desenvolvimento da covid-19 no Estado para fundamentar medidas. O Executivo fluminense afirmou que, de acordo com seu painel de risco, as baixadas litorâneas e o noroeste do Estado estão em nível de risco baixo e o restante do Estado, em risco moderado. A nota diz, ainda, que as medidas tomadas pelo governo desde março já preservaram cerca de 100 mil vidas.

Os governos do Distrito Federal, de Goiás, de Alagoas e de Roraima não responderam às tentativas de contato.

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