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Agronegócio

Produtores defendem redução de campanhas de vacinação contra febre aftosa em MS

20 dezembro 2013 - 09h55
O Sindicato Rural de Campo Grande criou uma comissão e pede que a vacinação contra a febre aftosa seja diminuida em todas as áreas de Mato Grosso do Sul. Em um pré-estudo de que já dispõe, a sugestão dos técnicos do SR-CG é de que a vacina seja aplicada apenas em maio, conforme ocorre hoje no Pantanal. Assim, os produtores rurais, em especial da Capital, decidiram ampliar as iniciativas visando a sensibilizar as autoridades sanitárias do Estado quanto à possibilidade de ser desenvolvida apenas uma das duas campanhas de vacinação que hoje são realizadas no Estado.
 
Nesta semana, durante encontro no Sindicato Rural foi criada comissão que ficará encarregada de promover maiores estudos técnicos nesse sentido. Os produtores já reuniram-se com membros da Sociedade de Medicina Veterinária e Sindicato dos Médicos Veterinários de MS.  
 
O presidente do Sindicato Rural, Oscar Stuhrk, lembra que o Estado já erradicou a febre aftosa e mesmo assim continua a obrigatoriedade de duas vacinações por ano. “Infelizmente, por conta dessa obrigatoriedade os produtores viraram reféns dos laboratórios que produzem a vacina, pois estes promovem aumentos de preços absurdos e injustificáveis que em alguns casos chegam a comprometer a capacidade financeira do criador de imunizar o seu rebanho”, disse o presidente ao sugerir, para o caso de as duas campanhas serem mantidas, a desoneração fiscal das vacinas.
 
Os produtores e os médicos veterinários lembraram que a última ocorrência da doença em Mato Grosso do Sul foi em 2008, quando a região de fronteira passou a ser classificada como zona de alta vigilância sanitária. “O próprio Paraguai, que no passado teve focos da doença, hoje é grande exportador de carne para a Europa e declarado zona livre de febre aftosa”, argumentou Oscar Stuhrk.
 
Condições do clima
 
Além disso, conforme lembrou, novembro é mês de chuva, quando o manejo do gado é bastante complicado. “Temos ainda o fato de que muita vaca está parindo, e o que é pior: o fornecimento de energia elétrica sofre interrupção constante, o que chega até a provocar perda de vacinas por conta da necessidade de mantê-las em baixa temperatura”, explicou.
 
Para dar encaminhamento ao assunto, foi montada comissão que ficará encarregada de promover estudos a respeito da proposta, que posteriormente será discutida com a Iagro e Ministério da Agricultura. “Queremos levantar elementos para subsidiar não apenas o nosso sindicato, mas também as autoridades da área sanitária”, explicou Wilson Igi, diretor do SRCG.
 
Uma dose
 
No pré-estudo de que já dispõe, a sugestão dos técnicos do SRCG é de que a vacina seja aplicada apenas em maio, conforme ocorre hoje no Pantanal. No entanto, quando o produtor vender o gado magro (bezerro de 1 a 2 anos) ou movimentá-lo para participar de exposições ou feiras agropecuárias, será obrigado a aplicar dose de reforço da vacina. Dessa forma, haverá a segurança de que de fato o gado deixará a propriedade imunizado.
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