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SUINOCULTURA

Preço médio do suíno sobe 24% em MS, mas custos de produção também aumentam

Atividade registra ganhos expressivos neste ano com maior demanda por carne no exterior principalmente na China

10 agosto 2020 - 09h44
Pordução dse suínos também cresceu em MS
Pordução dse suínos também cresceu em MS - Divulgação

A suinocultura não tem muito o que reclamar nestes tempos de pandemia de coronavírus. Seguindo desde sempre rígidos protocolos de biossegurança, a atividade registra aumento nas exportações e agora tembém uma valorizçaão nos preços pagos ao produtor. Comparando com o mesmo período de 2019, o preço médio do suíno vivo de janeiro a julho deste ano teve uma valorização de 24%, saltando de R$ 3,77 para R$ 4,67 o quilo. Se por um lado os preços estão remunerando melhor o produtor rural em Mato Grosso do Sul, por outro a produção de suínos está encarecida devido à alta no custo de insumos como o farelo de soja e de milho. 

Associada à valorização dos preços está a demanda do mercado externo, que teve significativo aumento para a suinocultura brasileira. Isso acaba influenciando também as transações realizadas no mercado interno, onde Mato Grosso do Sul tem intensa atuação.

“O bom desempenho das exportações brasileiras contribui para reduzir a oferta no mercado interno e, assim, ajuda equilibrar a produção e a demanda, permitindo maior competitividade para as empresas que direcionam os produtos para o mercado nacional”, explica a economista Eliamar Oliveira, analista técnica do Sistema Famasul.

O número de abates de suínos em MS também teve um crescimento no primeiro semestre de 2020. Segundo dados do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), foram 7% de alta em comparação ao mesmo período de 2019, quando houve abate de 927 mil cabeças. Em 2020 o abate foi de 994 mil cabeças de suínos.

“Se o momento é de boa remuneração para o suinocultor, não é o mesmo que se vê quando o assunto é custo de produção. Os atuais preços do farelo de soja e do milho estão reduzindo o seu poder de compra porque, se por um lado o suíno valorizou 24% no comparativo anual, por outro o farelo de soja e o milho registraram alta de 31% e 46%, respectivamente”, detalha.

Tendo Hong Kong como principal destino, Mato Grosso do Sul exportou um volume de 7,9 mil toneladas e faturou 13,3 milhões de dólares em receita.

 

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