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Outro lado da moeda: Juros e câmbios na safra 2020/21

Entenda como as taxas de juros e câmbio podem afetar os preços no mercado externo

17 outubro 2020 - 10h23Geliel Alves de Oliveira
Soja
Soja - (Foto: Germano Rorato/Estadão)
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Favorecendo o plantio, a taxa de juros é uma referência importante para os produtores, atualmente em níveis muito baixos, o que pode favorecer o investimento na próxima safra, assim produtores poderão acessar créditos com taxas mais baixas. As informações são do podcast da Aprosoja/MS.

De acordo com o diretor da Agroconsult, André Pessoa o estímulo da taxa a longo e médio prazo, ajuda também no processo de tomada de decisão de investimentos. “As taxas ajudam o produtor a decidir por exemplo o investimento para transformar uma área de pasto para a produção de soja, até mesmo para a reforma dos parques de máquina”.

Entrevistado pelo podcast da Agricultura MS, Pessoa explica a importância que o câmbio tem na venda dos produtos por exportação. “Hoje ele se encontra desvalorizado, acima dos R$ 5, acaba ajudando a compor a rentabilidade dos produtores, isso porque quando o produtor recebe pelos produtos, vem em moeda estrangeira e acaba sendo muito mais rentável. Atualmente a influência é muito positiva para a taxa de câmbio”.

De acordo com o economista a taxa de câmbio pode atrapalhar por exemplo na compra dos insumos, como é o caso dos fertilizantes e defensivos cotados em dólar, uma vez que no brasil acabam sofrendo com o preço de sua moeda original. No entanto nem todos os gastos estão atrelados a taxa de câmbio, ao contrário da receita.

Prevista em recorde a soja está em um bom momento no mercado internacional, o Brasil é o maior exportador de soja do mundo, e segundo o economista a previsão é que exportemos mais de 82 milhões de toneladas. “A nossa safra que estimamos ser recorde pode ajudar ainda mais esse número. O bom momento vem com a recuperação do mercado chinês, que bateu o novo recorde em 2020 com o volume importado”, Pessoa ressalta que teremos um 2021 marcado pelas exportações de soja novamente.

De acordo com o economista a demanda interna também segue positiva nesse momento, apesar do ano marcado pela pandemia, afirma que o agro ajudou a não diminuir o número de cargas, mantendo um número muito grande de exportação e produção. “Estamos tendo um ano bem positivo, tanto para o biodiesel, quanto para o consumo de farelo de soja, estamos próximos de bater um recorde no esmagamento para o óleo de soja por exemplo, o que é um sinal positivo para a demanda interna”.

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