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Agronegócio

Mercado cogita novo racionamento de soja

18 dezembro 2013 - 09h37
Os limites ao consumo interno são dados pelos preços. Enquanto o Brasil aguarda a entrada de uma safra que acaba de ser plantada, os Estados Unidos atendem a demanda internacional crescente, comprometendo quase todo o volume que pretendia exportar até agosto do ano que vem.
 
Desde que iniciaram as negociações com compradores estrangeiros, os norte-americanos já venderam 96% de todo o volume previsto. Agosto é o mês que encerra o ano comercial dos Estados Unidos.
 
Em quatro meses, foram vendidas 38,7 milhões de toneladas de soja, conforme dados do Departamento de Agricultura dos EUA , de um total estimado em 40,1 milhões de toneladas. Ou seja, restariam menos de 2 milhões de toneladas a para serem vendidas nos próximos oito meses. A safra foi de 88,77 milhões de toneladas.
 
De todo o volume comprometido, metade já foi entregue aos importadores, cerca de 20 milhões de toneladas. Nesta época do ano passado, o país havia vendido 83% do total previsto para a temporada e embarcado 60% do volume.
 
Se o ritmo de vendas continuar acelerado, os EUA precisarão poupar novamente a sua produção de soja, avaliam analistas. A América do Sul, que domina quase 60% das exportações globais, só deve começar a despejar com força a colheita da safra nova em março de 2014.
 
“Os chineses foram extremamente agressivos nas compras dos Estados Unidos para usar como hedge [proteção] a um eventual problema com a safra da América do Sul”, afirma Stefan Tomkiw, vice-presidente da The Jefferies Bache, de Nova York.
 
“Se a safra aí [na América do Sul] se desenvolver bem, sem maiores problemas climáticos, o mercado pode corrigir isso [o risco de “racionamento nos EUA].” Por outro lado, a América do Sul tem receio de a demanda esfriar no primeiro semestre de 2014, acrescenta.
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