28 de setembro de 2020 Grupo Feitosa de Comunicação
(67) 99974-5440
(67) 3317-7890
sebrae revolution2
MERCADO CHINÊS

Diante da alta nas exportações, empresas brasileiras estão sendo obrigadas a comprar soja do Paraguai

O Brasil já colocou 76 milhões de toneladas de soja no mercado externo neste ano. Esse volume é recorde e supera em 35% o de igual período do ano passado

2 setembro 2020 - 10h25Da Redação
Volume de soja vendido ao exterior causa falta no mercado interno
Volume de soja vendido ao exterior causa falta no mercado interno - Reprodução

O Brasil já colocou 76 milhões de toneladas de soja no mercado externo neste ano. Esse volume é recorde e supera em 35% o de igual período do ano passado. Essa rota aberta para o exterior, porém, reduziu a oferta interna e obrigou as empresas brasileiras a elevarem em 307% as importações da oleaginosa neste ano.

De janeiro a agosto, são 477 mil toneladas importadas, praticamente todas vindas do Paraguai.

As receitas acumuladas no ano com as exportações de soja em grãos atingem US$ 26 bilhões. Não estão considerados nesse valor o farelo e o óleo de soja. O setor caminha para um novo recorde.

A balança comercial do agronegócio tem mostrado boas evoluções da soja, das carnes e do algodão, mas outros produtos estão se somando a essa lista nos últimos meses.

Em agosto, arroz e açúcar foram os destaques. As vendas externas do cereal em casca somaram 79 mil toneladas, 855% a mais do que em agosto de 2019. Nesse mesmo período, as exportações do produto sem casca teve evolução de 32%, para 91 mil toneladas, segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior).

A demanda externa por açúcar também cresceu, principalmente na China. Com isso, as vendas brasileiras atingiram 3,5 milhões de toneladas no mês passado, superando em 119% o volume de agosto de 2019.

As carnes bovina e suína mantiveram, em agosto, a escalada nas vendas externas que vêm obtendo nos dois últimos anos. As de frango, ficaram estáveis.

As exportações de carne bovina atingiram 163 mil toneladas, 21% mais do que as do ano anterior, um período que as vendas externas já estavam aquecidas, segundo a Secex.

No caso da carne suína, a evolução foi ainda maior, com aumento de 80% no mês. Os frigoríficos colocaram 88 mil toneladas dessa proteína no mercado externo no mês passado. A demanda chinesa continua intensa.

O dólar valorizado, em relação ao real, favorece as exportações, mas traz custos para as importações. As compras externas de trigo e de leite aumentaram no mês passado.

Já as de fertilizantes e de inseticidas, fungicidas e herbicidas tiveram pouca variação (Folha de S.Paulo, 2/7/20)

Banner Whatsapp Desktop
TJ MS INTERNO

Últimas Notícias

ver todas as notícias

Enquete

Você já sabe em quem votar para prefeito de seu município?

Votar
Resultados
GAL COSTA
TJ MS
pmcg ms