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Agronegócio

Com cenário otimista, agronegócio deve gerar R$ 440 bilhões em 2014

25 janeiro 2014 - 11h55
Cassems

O cenário do agronegócio para 2014 é otimista. Apesar dos gargalos enfrentados nos últimos anos, o setor deve gerar uma renda de R$ 440 bilhões em 2014. O assunto foi tema da palestra “Uma visão a médio prazo no Agro do Brasil” ministrada pelo professor de Estratégia e Planejamento da Universidade de São Paulo (USP), engenheiro agrônomo e especialista em agronegócio, Marcos Fava Neves, durante o Showtec 2014.

Com ritmo acelerado de produção, as exportações brasileiras alcançaram quase US$ 100 bilhões em 2013, um crescimento de 4,3% em relação a 2012. Entre os principais produtos exportados, estão os grãos (soja) e carnes. “Ao todo, o agro vendeu 4 bilhões de dólares a mais que em 2012, e isso é muito positivo”, afirma o especialista, que lembra também o fato de a China ser o principal destino de exportação brasileiro no último ano. Cerca de 25% dos produtos brasileiros vão para aquele país.

Fava Neves destaca as oportunidades para o agronegócio no Brasil, relacionando isso com o forte crescimento econômico e populacional mundial, além da intensa urbanização, algo que estimula ainda mais a produção de alimentos. No entanto, ele explica que há o que melhorar, principalmente em relação às leis e ao direito de propriedade. Além disso, o agrônomo defende o fortalecimento das associações e cooperativas, que representam o homem do campo em decisões importantes para o setor.

Outro ponto que deve ser melhorado diz respeito à diversificação e especialização. Como exemplo, foi citada a produção de cana-de-açúcar como alternativa. “O melhor para uma região é ter uma diversificação saudável”, enfatiza, lembrando que é possível produzir determinadas atividades sem diminuir outras, como a produção de grãos.

Ainda a respeito da produção em 2013, o agrônomo avalia que poderia ser melhor se os problemas estruturais de logística não fossem tão fortes. Ele lembra o incêndio que atingiu os armazéns da maior comercializadora de açúcar brasileira, a Copersucar, no Porto de Santos, e destruiu 180 mil toneladas de açúcar, cerca de 10% da exportação mensal do Brasil.

Apesar dos obstáculos, “temos muita coisa boa pela frente”, observa Fava Neves, com bastante otimismo. Ele afirma que, para a próxima safra, a produção já superou a otimização. “Em médio prazo, pode ser que os preços não estejam tão bons quanto antes, mas ainda assim são bastante superiores se comparados com outras épocas e não vão cair”.

Neste ano, o Brasil poderá ter a oportunidade de se tornar o maior produtor mundial de soja, caso chegue as 91 milhões de toneladas de soja esperadas, passando a produção norte-americana. Para que o êxito seja alcançado, o especialista sugere que os produtores busquem mais comprometimento com a causa agrícola, além de resgatar o empreendedorismo.

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