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EFEITOS DA COVID-19

Até mesmo as hortas urbanas sentem os efeitos negativos da pandemia em Campo Grande

Conforme o levantamento realizado pelo jornal A Crítica, as hortas urbanas sustentadas pela agricultura familiar tiveram quedas de até 70% na produção

23 setembro 2020 - 10h20Geliel Oliveira
Nos bairros de Campo Grande agricultores ainda se mantêm firmes diante a pandemia
Nos bairros de Campo Grande agricultores ainda se mantêm firmes diante a pandemia - (Fotos: Geliel Oliveira)
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Nem mesmo as vendas de hortaliças em Campo Grande conseguiram sair ilesas dos efeitos do coronacrise. Conforme o levantamento realizado pelo jornal A Crítica, as hortas urbanas sustentadas pela agricultura familiar tiveram quedas de até 70% na produção.

Nos bairros de Campo Grande agricultores ainda se mantêm firmes diante a pandemia. Firmo Rangel é produtor de hortaliças semi orgânicas na Capital, conta apenas com o apoio da cooperativa da qual faz parte, mas ainda assim sente os impactos da pandemia diretamente na produção.

“Do início da pandemia pra cá eu estimo uma queda muito forte no nosso movimento, isso não nos deixa investir na qualidade da horta. Nossa solução provisória foi comprar os insumos a prazo, não tínhamos dinheiro para comprar os recursos”, afirma.

Firmo Rangel é produtor de hortaliças semi orgânicas na Capital - (Foto: Geliel Oliveira/A Crítica)

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), as vendas de hortaliças caíram 3% no primeiro semestre de 2020. Essa baixa se deve a interrupção das atividades nas unidades de ensino, paralisação das feiras e o fechamento de bares e restaurantes.

Devido a esse baixo consumo a produção dessas hortas ficou sem procura e consequentemente boa parte dos produtos foram perdidos. “Perdi canteiros de alface, coisa que não acontecia no ano passado. Antes eu não conseguia vencer a venda, pois faltava produto, já neste ano, perdi produtos prontos para a comercialização”, lamenta.

Mesmo diante o caos do desemprego, Rangel conseguiu se manter firme deixando as despesas básicas da casa apenas por conta da horta. “Apesar de ter um serviço registrado, a maior parcela do meu custeio familiar vem da horta, mesmo em tempo de pandemia”.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), as vendas de hortaliças caíram 3% no primeiro semestre de 2020 - (Foto: Geliel Oliveira/A Crítica)

O coordenador do programa de horticultura da Assistência Técnica e Gerencial do Senar/MS, Dorly Pavei reafirma as áreas mais afetadas durante a pandemia. “As cadeias mais afetadas neste período foram as frutas e hortaliças. Pois a população reduziu o consumo e as redes de fast-foods fechadas não compraram, reduzindo assim a demanda”.

Para driblar os impactos sentidos pelos pequenos produtores o Senar/MS e o Sindicato Rural de Campo Grande, deixam a disposição dos produtores aplicativos de entrega voltado aos produtores rurais junto com programas como o Feira Segura, que capacita os produtores feirantes a venderem os seus produtos com toda segurança e prevenção ao coronavírus.

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