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Viviane Feitosa

MATERNIDADE & ESTILO DE VIDA

Exemplo conta mais que discurso na hora de fazer seu fiho comer

29 maio 2020 - 14h32Por Viviane Feitosa

Nutrição e alimentação sempre foram dois assuntos que eu adoro estar por dentro, mesmo sem saber cozinhar. 

Depois do nascimento da Martina, isso ficou mais aflorado e eu cheguei a ir algumas vezes - nem sempre bem sucedidas - para a frente do fogão. 

Pesquisar receitas em livros de chefs ou nos perfis deles do Instagram sempre foi mais a minha cara. E o responsável por dar vida a elas meu marido. Ainda assim, quando aconteceu a introdução alimentar da nossa filha, aos 6 meses, a decisão foi em conjunto: era preciso ter uma opinião profissional sobre o assunto. 

Assim, além de acompanhar a série completa de vídeos sobre alimentação infantil assinada pelo canal Panelinha, da Rita Lobo, no YouTube, eu procurei uma nutricionista infantil para algumas orientações.

Hoje, aos 2 anos e meio, podemos falar que a Martina tem um ótimo apetite, rejeita muito poucos alimentos ( pão francês é misteriosamente um deles) e tem seus dias de comer tudo sem que a babá ou eu insista e tem dias que a melhor saída é apelar para o combo leite em pó Nestonutri e berço.

O que percebi que funciona muito bem aqui em casa é seguirmos a rotina dela, respeitar os horários de brincadeira e TV ( sim, no isolamento ela tem visto Netflix) e não deixar que o sono seja maior que a fome. Caso contrário, ela vai sempre preferir dormir. Não antes sem fazer um show.

Entre os altos e baixos da Martina, imagino que a maioria dos pais também têm suas batalhas com os filhos e as refeições.

E daí que dia desses reencontrei uma amiga nutricionista, a Denise Cardoso, e soube que ela estava se especializando no segmento infantil. 

Ela aceitou responder aqui no site sobre esse hábito, que tem muito a ver com educação, cultura e estado de espírito.

 

V - Obrigada por aceitar falar com a gente, Denise! Introdução alimentar e nutrição infantil são temas com os quais os pais têm que lidar desde sempre. Há quem defenda que na fase uterina o paladar da mãe influencia no da criança. Qual a sua opinião a respeito ?

D- A alimentação da mãe durante a gestação tem que ser fator de muita atenção sim. Especialmente pelo fato de que o que a mamãe ingere nessa fase influencia muito no desenvolvimento e formação do bebê. Vale lembrar que cada fase exige determinados nutrientes, necessários à formação e desenvolvimento do bebê. Mas o que a mãe ingere pode sim influenciar no paladar da criança. Isso acontece porque a partir do 2• trimestre de gestação o líquido amniótico pode conter sabores e odores, aos quais o feto se identifica. Por isso, a alimentação adequada e balanceada da mamãe durante a gestação pode ser um fator facilitador na aceitação de alimentos saudáveis pela criança. 

 

V- A partir do sexto mês, os pediatras aconselham dar início à introdução alimentar. O que fazer quando a criança rejeita alimentos e só aceita o leite materno ou complemento?

D- A introdução alimentar normalmente é um momento apreensivo mais para as mamães do que para os bebês.

Inicialmente, o bebê será apresentado aos alimentos. Muita novidade para eles, e acostumar com tudo isso pode levar tempo. A alimentação complementar e inicial não é emergencial. Por isso, paciência e confiança na capacidade da criança são fundamentais. 

 

V- Sentar à mesa junto dos filhos é uma das orientações dadas aos pais para estimular o hábito de se alimentar. Qual outra dica neste sentido você pode dar?

D - Sentar à mesa com as crianças realmente faz muita diferença. Somos o exemplo a ser copiado por eles em tudo! Não seria diferente na hora de se alimentar. Levar a criança para descobrir e escolher os alimentos no hortifruti, pedir ajuda na higienização e preparação, perguntar à criança o que ela gosta de comer, ofertar diferentes alimentos no decorrer da semana são dicas fundamentais. Mas o mais importante: DÊ O EXEMPLO! Querer que seu filho coma um bife de fígado enquanto você faz cara feia para o alimento é pedir pra que ele o rejeite, mesmo que seja agradável ao paladar (se minha mãe não gosta, eu não devo gostar). Tomar refrigerante mas dizer à criança que ela não pode tomar é confundir a cabecinha dela. Seja saudável em suas escolhas! Se seu filho só come doces e porcarias, alguém está colocando isso na mesa dele, certo?

 

V- Como os pais devem agir com crianças que só comem alguns tipos de alimentos e se recusam a conhecer outros ?

D- As crianças podem ser seletivas para vários alimentos. Mesmo que haja rejeição, ofereça SEMPRE! Coma também junto ao seu filho. Procure mudar a forma de preparo, a maneira de oferecer. Torne o alimento mais atrativo. Lembrando que uma introdução alimentar adequada, com alimentos oferecidos de forma separada, cada um com seu corte e preparo adequado, pode diminuir o processo de rejeição da criança.

 

V- Doenças como anorexia ou bulimia podem começar a dar sinais a partir de qual idade? Além de acompanhamento psicológico, a nutricionista também entra em cena ?

D- Distúrbios alimentares normalmente têm início na adolescência. Mas podem acontecer na infância sim, e geralmente são desencadeados por traumas ou pressões psicológicas. Por isso, um atendimento multidisciplinar (nutri e psicólogo) e multipessoal (criança e responsáveis) é fundamental! 

 

V- E, por fim, em época de isolamento social, vale relaxar e ser menos rígido na alimentação das crianças em casa ?

D - O momento atual de isolamento em que estamos vivendo pode desencadear um descontrole alimentar, seja pela ansiedade gerada por esse momento (sim, os pequeninos ficam ansiosos com a mudança da rotina) ou pelo relaxamento de regras e horários habituais.

A tendência é comer mais e fora de hora, o que pode comprometer a rotina alimentar das crianças e dos adultos!

Acredito que vale relaxar um pouquinho, se for pra comer um bolo preparado com carinho pela mamãe ou uma guloseima diferente. Mas isso não pode ser rotineiro. Manter uma rotina alimentar é o caminho. Novas preparações podem ser testadas, mas usando alimentos naturais. Evite alimentos processados nesse período. Comer bem e de maneira saudável é fundamental para um bom funcionamento do sistema imunológico, o que é essencial para nossos pequeninos nesse período!

 

 

 

Denise Cardoso de Souza - INSTAGRAM

Consultório: rua Patagônia, 410, Jd Bela Vista

Telefone: 98425-9124

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