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Medicamentos

Para desespero de pacientes, em abril medicamentos vão subir até 7%

25 março 2015 - 16h20Thiago
Fort Atacadista Natal

O Ministério da Saúde divulga na terça-feira (31) o reajuste do preço máximo dos medicamentos e as farmácias estimam alta entre 5% e 7%, embora o ministro Arthur Chioro tenha adiantado que o índice será menor em relação ao do ano passado, que foi de 6%, pois o governo usará nova regra para calcular e estabelecer o percentual a fim de manter o aumento abaixo da inflação.

A ideia do governo é fazer com que mais medicamentos tenham menor alta de preço. Do total, apenas 21,57% terão o maior reajuste, enquanto 51,73% terão menor índice de alteração, segundo o ministério.

O proprietário da drogaria Farma e Farma, Sidney Paulo Miyashiro, acredita que o reajuste deve ficar no mesmo patamar do aplicado no ano passado e, dificilmente, os custos vão ser reduzidos para o consumidor. “Acho que pode ter um aumento igual ao anterior ou maior, de até 7%, pelo fato da alta do dólar”, comentou o farmacêutico, ao lembrar a cotação da moeda norte-americana, que disparou nas últimas semanas e chega a R$ 3,16, influenciando na compra de produtos importados.

Se o preço máximo não subir muito, os farmacêuticos garantem que adotarão a medida e não vão reduzir descontos. O subgerente da Drogaria Ultra Popular, Anderson Pereira Sales, destaca que, sendo baixo ou alto o reajuste, não fará muita diferença para as farmácias de rede. “Caso não aumente muito o preço máximo, a opção é buscar laboratórios que forneçam uma linha de produtos mais em conta. Para as farmácias de rede é mais fácil, não deve ter grandes impactos. Se cair muito o preço máximo vai ser mais difícil para as drogarias pequenas”, comenta ele, que estima reajuste de, no máximo 5%, com base no que informaram os fornecedores.

Mesmo com as estimativas pessimistas, Marilene Medeiros, 51 anos, tem esperança na medida do governo para reduzir os custos da família com medicamentos, que chega a R$ 1,5 mil por mês. Ela é do lar e o esposo, de 61 anos, tem DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica). Os medicamentos comprometem 20% da renda do casal. “Um único remédio custa R$ 270 e com o desconto sai pela metade. Ainda assim, fica caro. Então, tenho esperanças que reduza o preço e as farmácias mantenham, porque eu gasto uma fortuna com medicamentos”.

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