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ORIENTAÇÕES

Sindicato orienta trabalhadores dos Correios a ficar nas unidades até que recebam equipamentos

23 março 2020 - 09h42 Por Rosana Siqueira

Diante da pandemia do novo Coronavírus, o SINTECT-MS (Sindicato dos Trabalhadores nos Correios e Telégrafos e Similares de Mato Grosso do Sul) vem denunciando exposição dos trabalhadores dos Correios em MS ao novo Coronavírus, principalmente grupos de riscos, e condições inadequadas de trabalho para conter a proliferação do Covid-19. Apesar dos Correios terem soltado informe interno anunciando medidas de proteção após provocação judicial, até hoje ambientes de trabalho, centros de distribuição, centros de tratamento e agências seguem sem mínimas condições orientadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS).  As informações foram repassadas por telefone pela presidente do sindicato Elaine Oliveira, ao programa Giro Estadual e Notícias.

Ela destaca que em meio a essa situação o Governo Federal coloca em decreto os Correios como serviço essencial, tal fato vem de encontro a nossa defesa dos Correios público e contra a privatização, dado a importância desta empresa perante a sociedade brasileira e Mundialmente reconhecida como maior empresa de logística do mundo. "Mas com a Pandemia do Coronavírus que vivemos, temos que ser responsáveis com a saúde dos quase 100 mil trabalhadores dessa empresa, seus familiares e a sociedade a qual servimos", frisou.

Elaine afirma que tanto os atendentes, operadores de triagem e transbordo e principalmente os carteiros, são vetores para a proliferação dessa Pandemia, seja através dos documentos (vírus permanece no papel por quatro dias), seja através da visita (ter contato com pessoas infectadas), através do atendimento no balcão e através de aglomeração nas unidades.

"Por isso nossa orientação do sindicato e da Federação é que a partir de hoje (23) o trabalhador não saia para suas atividades caso não tenha os equipamentos de proteção individual, também estamos buscando as autoridades competentes que tenham sensibilidade, e determine o fechamento de todas as unidades de atendimento, tratamento e distribuição dos Correios, em prol da sociedade", enfatizou a presidente da entidade.

Ela salienta que entende a importância dessa empresa pública em todos os cenários de catástrofes e crises, quanto ao apoio logístico, o qual nenhuma empresa privada se dispõe, e nesse sentido defendemos que seja mantido, de forma responsável, o atendimento aos serviços essenciais, como transporte de medicamentos, vacinas e equipamentos e EPIs  mínimo para apoio se necessário ao combate do Coronavírus.

"Nós do sindicato notificamos a empresa que comprasse álcool em gel, item básico para proteger trabalhadores do correios e clientes e até momento nada. Por isso decidimos que a partir de hoje 23 de março, os trabalhadores que atendem ao publico nas agências do correios operadores de triagem que separam a correspondência, que estão sem equipamento de proteção individual básico. Vamos ficar nas unidades. É um risco aos nossos trabalhadores e a população em geral. Um carteiro visita mais de 100 casas por dia. Para ele adquirir o vírus passar a ser transmissor. Não há procedimentos, equipamentos para que ele não transmita e não seja infectado. Por isso o sindicato orienta trabalhador a fazer atividade interna até que a empresa providencie os equipamentos de proteção. Mantenha -se dentro da unidade para que possa obrigar a empresa a tomar atitudes e proteger o trabalhador", finalizou.

A entrevista completa você confere no player.