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FAZER O BEM

Projeto Yalodê leva ações sociais para bairros de Campo Grande

3 março 2020 - 12h14 Por Rosana Siqueira

Com o objetivo de ajudar comunidades carentes, principalmente as crianças na Capital, surgiu há quase seis anos o Projeto Yalodê que ajuda famílias por meio de ações sociais nos bairros pobres de Campo Grande.

De acordo com o idealizador, o pai de santo Augusto de Lógunede, a ação foi iniciada em 2014, em uma casa de candomblé sem pretensões de virar um projeto social. Ele participou hoje do programa Giro Estadual de Notícias. "Na verdade há seis anos eu estava procurando uma motivação, uma promessa que fiz a Ibeji. Começamos uma ação social reuni amigos e familiares e fizemos cachorro quente para crianças", relembrou.

Pai Augusto destaca que Yalodê foi criado no começo sem uma perspectiva e sem objetivo de virar um instituto. "Como eu criei muito gosto pela coisa, acabei criando e levando um pouco da essência do axé", conta.

Segundo ele, o projeto tem 50 voluntários e leva alimentos, roupas e diversão para as crianças por meio de brincadeiras a famílias de bairros carentes da Capital. "Nós trabalhamos com ações emergenciais. Nas ações pequenas levamos roupas, fazemos café da manhã e nas ações grandes envolve doces, bolos e almoços", explica.

Os alimentos e roupas doadas à comunidade são doações recebidas no terreiro e também através de pedidos dos próprios voluntários.

As ações ocorrem a cada um mês e, dependendo, às vezes todos os meses. No último domingo (16), o projeto esteve no bairro Noroeste e agraciou em torno de 250 pessoas com roupas, brinquedos, café da manhã e gincanas voltadas para as crianças.

Além disso, 'Yalodê' carrega um grande significado não apenas nas práticas diretamente com a comunidade, mas também em seus ideiais sobre a religião. Segundo Pai Augusto, o projeto combate à intolerância religiosa mostrando um pouco do axé trazendo a representatividade da cultura afro-brasileira. "Nós levamos capoeira, gincanas, apresentações culturais que têm as danças dos orixás, para as comunidades. A gente sempre vê que eles adoram e ficam muito felizes", conta.

"Eu me sinto útil". Para ele, o sentimento de ver o sorriso das pessoas é de satisfação e, com isso, sente que seu coração é preenchido.

O Projeto Yalodê, que sobrevive de arrecadações, precisa da sua colaboração. Para doar é só entrar em contato com o Pai Augusto pelo celular (67) 9 8473-5214 ou pelo Facebook  e Instagram.