Em Campo Grande, alunos da pós-graduação em Design de Mobiliário estão tendo uma oportunidade única de unir a prática com a teoria e de poder explorar sua criatividade em uma empresa especializada em esquadrias de alumínio. Nesta soma todos saem ganhando: os alunos, a empresa, a universidade e o mercado de trabalho, que terá profissionais habilitados e experientes ao final do curso. A parceria entre a Unigran (Universidade da Grande Dourados) e a Alumix, empresa que atua há 20 anos no mercado, especializada em esquadrias de alumínio, já tem mostrado resultados. É o que conta o proprietário da empresa, José Eduardo Henn, que esteve nesta quinta-feira (20) falando ao programa Giro Estadual de Notícias.
Ele explica detalhadamente esse conceito sustentável. "Talvez pouca gente saiba, mas um dos conceitos integrados ao design é o de aproveitar as sobras ou, melhor dizendo, os retalhos que seriam jogados no lixo ou subaproveitados de maneira pouco valorizadas. Porém, se aplicarmos esse material ao design como peças utilizadas em fabricações diversas, o que ocorrerá é uma valorização ao invés de perdas", salienta.
Principalmente, em relação ao ACM que são nada mais que chapas com uma pintura de qualidade, o registro dessas sobras nas indústrias é muito grande. "O volume é proveniente tanto de revestimento de prédios como da fabricação de portas. Um exemplo do resultado são os tridins que é um conjunto de peças geométricas, que formam uma composição decorativa, de muito bom gosto e sofisticação utilizado, diferencialmente, com peças geométricas", salienta Henn.
Ele conta que a parceria começou após a empresa participar de uma palestra sobre o assunto. "Começamos a perceber uma oportunidade de disponibilizar parte dos resíduos para estas pessoas que estariam no papel de criativos", frisou.
Alguns dos profissionais que utilizam os materiais para criar designs diferenciados são do grupo da pós que estava se formando. "Entendemos que poderia estar somando as condições que o nosso material em termos de uso. Como as esquadrias de alumínio trabalham dimensões grandes e é um alumínio composto, o reaproveitamento é difícil dos resíduos porque tem uma espécie de plástico no meio das placas. Como sobram muitos pedaços não há racionalização. Este material nobre era descartado, mas agora vira peças geométricas que formam pisos, paredes, adornos, entre outros objetos", destacou.
A entrevista completa você confere no player.