Com 50 mil trabalhadores formais registrados em Mato Grosso do Sul, o setor da construção civil teme os efeitos que a paralisação do trabalho pode trazer para a economia estadual. O Sinduscon/MS (Sindicato Intermunicipal da Indústria da Construção do Estado de Mato Grosso do Sul), recomendou a paralisação de todas as obras, de iniciativa pública ou particular por 30 dias, dando férias coletivas nas obras. No entanto, o presidente da instituição, Amarildo Melo, que esteve hoje no Programa Giro Estadual de Notícias, disse estar preocupado com as medidas que podem trazer quebradeira no setor.
O Sinduscon/MS calcula em aproximadamente 2 mil empresas envolvidas na cadeia da construção civil em Mato Grosso do Sul.
"Por conta do decreto da prefeitura da da Capital o trabalho parou há uma semana. Temos mostrado que estas paralisações devem ser devidamente conversadas com as pessoas na área e ver as necessidades delas", destacou Melo.
Ele lembra que existem dois grupos de trabalhadores na economia de MS, o setor público e privado. "O setor publico que depende dos impostos para pagar os funcionários tem a estabilidade e garantia de receber ou pelo menos poarte destes recursos. Já no setor privado, os trabalhadores a qualquer momento podem perder empregos e não ter mais as rendas para sustentar as famílias . Pior ainda será a situação dos funcionários sem registro os informais, os chamados formiguinhas da construção. Por isso vemos com muita preocupação esta paralisação", salientou Melo destacando quedo muitos destes informais recebem por semana e sem trabalho não terão fonte de renda o que ocasionar um grande problema para a sociedade.
Na sua avaliação as autoridades tem bom senso em preservar as vidas em primeiro lugar. "Mas obviamente não podemos criar uma situação em que entremos uma depressão profunda e tenhamos uma crise pior que a do corona", afirmou.
Ele acrescenta que o setor quer conscientização por meio de estudos e análises destas medidas. "Queremos apenas que não se crie uma dificuldade muito grande e que no dia de amanhã não terá dinheiro para manter sequer a alimentação de suas famílias", alertou o presidente do Sinduscon-MS.
O presidente do Sinduscon-MS diz que a entidade tem buscado diálogo com as autoridades municipais e estaduais como forma de resolver a situação.
A entrevista completa você confere no player.