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MERCADO IMOBILIÁRIO

Pandemia interrompe recuperação do mercado imobiliário no Brasil

30 abril 2020 - 17h14 Por Da Redação

A expectativa do setor imobiliário brasileiro era de um ano de 2020 promissor, com o maior crescimento dos últimos cinco anos, mas a Covid-19 obrigou o setor a rever seus planos. Os impactos ainda são imensuráveis, já que a dificuldade ainda não foi ultrapassada. A realidade é que desde meados de março, o compasso do segmento foi todo alterado. Mesmo assim, incorporadoras e construtoras sólidas, mantem seus planejamentos com ajustes no cronograma.

É o caso da SBS Empreendimentos, a empresa com mais de 20 anos de atuação em Campo Grande e após seguir as exigências de distanciamento social e a determinação de paralisação do setor por algumas semanas, teve que repensar um lançamento previsto para o mês de maio. A executiva da SBS, Phaena Spengler, admite que a situação pegou todos de surpresa. "Apesar de acompanharmos as notícias de outros países sobre o vírus, a maior parte dos negócios não julgou que algo parecido aconteceria no Brasil", afirma.

Porém, passadas as primeiras semanas, o setor da construção já voltou ao trabalho e com uma nova rotina. Segundo Phaena, foi preciso agir rápido, para não paralisar as atividades por um tempo excessivo. A empresa tem obras em operação em Campo Grande e também em Porto Velho, Rondônia e tudo já foi retomado. "Paramos pelo tempo determinado pelas autoridades e foi importante esse período para entendermos as novas exigências e colocarmos tudo em prática. Em nosso setor a presença dos trabalhadores é fundamental. Então, a primeira providência foi reorganizar os canteiros de obra, de acordo com as novas exigências de saúde e distanciamento de um operário para o outro. "Todos os dias, nossa equipe de obra assiste um vídeo, logo na chegada, com as novas regras de conduta. Achamos importante reforçar as informações, já que é uma mudança de comportamento e isso não se conquista de um dia para o outro", explica.

Segundo a executiva, as contratações já foram retomadas. " Estamos trabalhando com um cronograma com cerca de dois meses à frente. Por exemplo, tudo que executaríamos em março, vamos finalizar em maio. Temos essa lacuna de tempo, mas não deixamos nenhum plano para trás. Não mudamos em nada nossa intenção de lançamento. Teremos sim uma nova obra e uma nova oportunidade, em Campo Grande, prevista para o segundo semestre.", afirma.