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CUIDADOS

Pandemia afeta com mais intensidade as crianças especiais que precisam de cuidados

24 setembro 2020 - 09h30 Por Rosana Siqueira

A  pandemia do coronavírus  afetou bastante as crianças, principalmente aquelas especiais como os autistas que tem uma rotina, que de repente foi quebrada diante da doença e a necessidade de isolamento. Quem chama a atenção para este momento  de situação delicada vivida pelos familiares é o professor Gerson Jacobina, formado em Educação Física pela UCDB, especialista no no atendimento TEA (Transtorno de Espectro Autista). Ele foi o entrevistado de quinta-feira (24) no programa Giro Estadual de Notícias.

“Em se tratando de crianças em fase de crescimento da puberdade, o espaço ficou pequeno nas casas. Com as praças paradas as crianças não podem se movimentar e elas precisam ser cuidadas em casa. Isso pode eleva o nível de ansiedade nas famílias”, destacou o professor lembrando que recentemente ele teve que cinco famílias com problemas. “A criança dentro da casa, em um espaço pequeno elas querem se movimentar. Tem crises de choro e gritos e muitas vezes são mal compreendidos pelos vizinhos”, analisou Jacobina.

Ele explica que estas crianças especiais têm uma rotina do dia a dia. Hoje com a pandemia elas estão paradas e por isso ficam mais agitadas. “Elas tem altos e baixos. Quando se quebra a rotina destas crianças torna-se difícil para a família. Hoje os pais têm que estar com a criança. Antes muitas ficavam na escola, em clínicas. Hoje não tem atendimento e os pais  encontram-se numa situação difícil”, explicou o professor.

O especialista destaca que ainda que muitos pais temem pela proteção destas crianças. “Eles evitam sair. Tem medo de ir pra rua, diante da repercussão da população, com a criança saindo fora do contexto normal e não sabe qual será a reação”, salientou.

O especialista ainda falou sobre mercado de trabalho para estes profissionais e a necessidade de especialização.

A entrevista completa você confere no player.