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GAMES & CULTURA

Museu do Videogame transforma nostalgia em experiência gratuita para toda a família

5 janeiro 2026 - 13h22 Por Carlos Guilherme

O ano de 2026 começa com um convite irresistível para quem cresceu segurando um controle, com fio, sem save e muita paciência. A partir do dia 10 de janeiro até 1º de fevereiro, Campo Grande recebe a edição comemorativa de 15 anos do Museu do Videogame Itinerante, no Shopping Bosque dos Ipês, com entrada totalmente gratuita e uma proposta que vai muito além da contemplação: aqui, o público joga a história dos videogames.

Criado em 2011 em Campo Grande, o Museu do Videogame nasceu de forma inusitada e hoje é reconhecido como a maior exposição sobre a história dos games da América Latina, com passagens por mais de 20 estados brasileiros e até cidades como Paris e Londres. Quem conta essa trajetória é o curador do projeto, Cleidson Lima, em entrevista nesta segunda-feira (5) ao Giro Estadual de Notícias.

“Pouca gente sabe, mas o museu nasceu aqui em Campo Grande. E nasceu, literalmente, de uma DR de casal”, brinca Cleidson. Colecionador há mais de 30 anos, ele chegou a reunir mais de 200 consoles espalhados pela casa. “Minha esposa disse: ou você transforma isso num museu ou vai sair de casa com esses videogames. O museu venceu”, relembra, aos risos.

Segundo Cleidson, o que começou como uma coleção pessoal virou um fenômeno cultural, que já recebeu mais de 20 milhões de visitantes ao longo dos últimos 15 anos - (Foto: Williams Souza)

O que começou como uma coleção pessoal virou um fenômeno cultural, que já recebeu mais de 20 milhões de visitantes ao longo dos últimos 15 anos. Em Campo Grande, o público terá acesso a cerca de 500 consoles de todas as gerações, desde o Odyssey, de 1972, primeiro videogame do mundo, até o recém-lançado Nintendo Switch 2.

Mas o grande diferencial está na proposta interativa. “Não é só para olhar. É para jogar”, reforça Cleidson. Atari, Nintendinho, Master System, Mega Drive, Super Nintendo, Nintendo 64, PlayStation, Xbox, todos disponíveis em consoles originais, com jogos originais. Nada de emulador. “É outra sensação. Tem gente que chega a chorar, não pelo videogame em si, mas pela memória afetiva. É lembrar de jogar com o pai, com o irmão, com os amigos do bairro.”

A experiência atravessa gerações. Crianças que nunca viram um Atari dividem espaço com adultos que sabem exatamente o que significa assoprar a fita, deixar o videogame ligado porque não existia save ou baixar o controle por reflexo, mesmo sendo sem fio. “É um evento para pessoas de 3 a 80 anos”, resume o curador.

A seleção dos jogos mistura clássicos obrigatórios, como Super Mario, Top Gear, Mortal Kombat e Street Fighter, com raridades que muitos nunca tiveram acesso, como o Neo Geo AES, um dos consoles mais caros dos anos 90. Parte do acervo, inclusive, é fruto de doações vindas do Brasil e do exterior. “As pessoas acreditam no projeto porque ele preserva a memória e é totalmente gratuito”, destaca.

Além da nostalgia, o museu também provoca reflexão sobre o futuro dos games. Para Cleidson, os consoles físicos tendem a desaparecer. “Daqui a pouco você vai jogar videogame em qualquer lugar: na TV, no celular, em qualquer tela. O museu vai ser, literalmente, um lugar de peças de museu.”

O Museu do Videogame Itinerante ficará 23 dias em Campo Grande, permitindo que visitantes de todo Mato Grosso do Sul se programem. A exposição acontece de segunda a sábado, das 14h às 20h, e aos domingos, com acesso gratuito no Shopping Bosque dos Ipês. “É a chance de conhecer, jogar e viver a história dos videogames. Tudo isso sem pagar nada”, finaliza Cleidson.

Em Campo Grande, a mostra ocupa área interna do Shopping Bosque dos Ipês, na Avenida Cônsul Assaf Trad, 4.796, bairro Novos Estados. A entrada é gratuita.

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