Apesar dos números positivos da economia de Mato Grosso do Sul nos últimos anos, o deputado estadual Roberto Hashioka (União Brasil) afirmou, nesta quinta-feira (27), que o Estado ainda enfrenta gargalos importantes, especialmente nas áreas de logística e saúde. “Temos que reconhecer o crescimento do nosso PIB e o avanço dos investimentos, mas não podemos ignorar problemas estruturais como a BR-163, que só será duplicada em 42% nos próximos 30 anos. Isso penaliza demais o nosso Estado”, alertou o parlamentar, em entrevista ao Giro Estadual de Notícias.
Hashioka também destacou a necessidade de fortalecimento da regionalização da saúde, o apoio à produção local, como o projeto que incentiva o consumo de tilápia nas escolas públicas e criticou os privilégios no serviço público federal, que, segundo ele, agravam a desigualdade no Brasil.
Avanços econômicos, mas com atenção aos gargalos - Ao fazer um balanço de 2025, Hashioka ressaltou que Mato Grosso do Sul apresentou crescimento quatro vezes superior ao PIB nacional, com salto orçamentário de R$ 15 bilhões (em 2020) para R$ 26,3 bilhões neste ano. “Isso mostra que a economia está indo bem, e a Assembleia tem feito sua parte. Aprovamos três importantes financiamentos que somam bilhões e serão aplicados em infraestrutura e apoio direto aos municípios.”
Hashioka destaca crescimento de MS, mas cobra investimentos em saúde e infraestrutura: ‘Não podemos deixar a peteca cair’.
Ele destacou, no entanto, que esse crescimento exige mais responsabilidade. “Com o Estado bombando, como dizem, o desafio é ainda maior: não deixar a peteca cair. E, para isso, precisamos corrigir distorções e investir de forma equilibrada.”
Na área da logística, o deputado foi enfático ao defender melhorias urgentes. “Temos rodovias sem acostamento, sem terceira faixa. É inadmissível num Estado que produz tanto. E as nossas ferrovias? Abandonadas. A hidrovia também é subutilizada. Isso encarece o transporte, reduz a competitividade e prejudica principalmente o interior”, pontuou.
Hashioka também cobrou investimentos mais estruturados na saúde pública, com descentralização do atendimento. “Campo Grande está sobrecarregada porque os municípios do interior não conseguem atender sua população. Precisamos fortalecer os polos regionais para que o atendimento aconteça mais próximo das pessoas”, defendeu.
Ele também criticou a defasagem da tabela do SUS e sugeriu que a má remuneração compromete a qualidade dos serviços. “Está na Constituição: saúde é direito de todos e dever do Estado. Mas com uma tabela defasada e má gestão, quem sofre é o cidadão.”
Como representante de Nova Andradina, Hashioka defendeu maior atenção ao interior do Estado
Um dos projetos recentes apresentados por Hashioka na Assembleia Legislativa é o que prevê a inclusão da tilápia como proteína nas refeições das escolas estaduais e órgãos de segurança pública. “Mato Grosso do Sul deve produzir 50 mil toneladas de tilápia em 2025. Essa cadeia gera emprego, renda e precisa ser valorizada. Além disso, a tilápia é uma proteína de qualidade e pode ser uma alternativa saudável na merenda escolar”, afirmou.
Durante a entrevista, o deputado criticou o modelo de remuneração do serviço público federal, destacando que mais de 53 mil servidores recebem acima do teto constitucional. “Isso custa R$ 20 bilhões por ano e mostra que o Brasil ainda é um país de castas. Enquanto isso, falta dinheiro para saúde, segurança e educação.”
Ele também criticou o uso político de programas sociais. “A proteção social é necessária, mas não pode virar moeda eleitoral. Precisamos de um Estado que funcione para todos, com eficiência e foco nas áreas essenciais.”
Como representante de Nova Andradina, Hashioka defendeu maior atenção ao interior do Estado. “É preciso continuar investindo em infraestrutura, educação e tecnologia. Nosso Estado carece de um parque tecnológico, como os existentes em Santa Catarina ou São Paulo. Isso precisa mudar se quisermos agregar valor e gerar riqueza de verdade.”
O parlamentar também falou sobre a organização da federação União Progressista (União Brasil + PP) para as eleições de 2026. Segundo ele, a ex-deputada Rose Modesto tem intenção de disputar uma vaga na Câmara Federal, mas também poderia ser candidata ao Senado ou até compor uma chapa majoritária com o governador Eduardo Riedel.
Sintonize o Giro Estadual de Notícias, segunda a sexta, das 07h30 às 08h30, pelo acritica.net e para as seguintes rádios de MS:
RÁDIO MARABÁ FM 93,9 – MARACAJU
RÁDIO BAND FM 100,9 - FÁTIMA DO SUL E REGIÃO DE DOURADOS
RÁDIO MONTANA FM 89,9 - INOCÊNCIA E REGIÃO DO BOLSÃO
RÁDIO SERRA FM 106,5 - RIO VERDE DE MT
RÁDIO SERRANA FM 91,3 – NIOAQUE
RÁDIO BAND FM 88,5 – PARANHOS