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MEIO AMBIENTE

Movimento quer evitar desmatamento do Parque dos Poderes

18 fevereiro 2020 - 11h33 Por Rosana Siqueira

O desmatamento de 3,3 hectares que o Governo quer fazer no Parque dos Poderes de Campo Grande, para construção de um estacionamento da secretaria de Fazenda, ou um estacionamento para veículos do Detran e talvez até um Palácio do Governo está mobilizando ativistas que apoiam o movimento social Juristas pela Democracia. A ação, segundo a presidente do movimento, advogada ambientalista Gisele Marques de Araújo, que esteve nesta terça-feira (18) em entrevista no Giro Estadual de Notícias, custaria caro a Capital. A ação pode gerar assoreamento maior que já acontece nas lagoas no Parque das Nações e também agravaria enchentes na região do Shopping Campo Grande. Novo protesto deve acontecer no próximo dia 7 de março, com um grande show de mulheres.  

Giselle Marques de Araújo em entrevista ao "Giro de Notícias"

Segundo a coordenadora e doutora em direito ambiental, Giselle Marques de Araújo, o movimento quer sensibilizar o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul a votar o mérito do agravo de instrumento que suspende o desmatamento, de forma favorável ao meio ambiente. "Queremos que o Governo [Reinaldo Azambuja] desista de desmatar. Existe alternativas locacionais, deslocar serviços públicos para o Centro da cidade. É algo até insano, em pleno século XXI, com tantos problemas climáticos que Campo Grande vem enfrentando, problemas de alagamento, o clima está quente, seco, os recursos hídricos vão ficar comprometidos. Estamos chocados com a posição do Governo do Estado", disse. 

Ela explica que existe uma lei estadual que cria o Parque dos Poderes que é a de numero 5.237  de  17 julho de 2018. A medida pode alterar complexo do  parque do Prosa, do Parque das Nações indígenas. A sociedade está preocupada com desmatamento de áreas nativas para criar e implantar estruturas e estacionamento de veículos.  O pedido sobre o desmatamento de mais de 3 hectares está no Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul e provocou reação imediata da sociedade. "O Governo já aprovou no Imasul a autorização de supressão vegetal de 3 destas áreas uma de 1,8 hectaes, mais de 2 hectares e esta de  3,3 ha. Isso da pra ter uma idéia do tamanho do que pode ser desmatado. O MPE entrou com ação civil pública que deve ser julgada hoje", destacou convidando a população para lutar contra a medida que pode afetar o meio ambiente na Capital.

Gisele ainda falou sobre o direito ambiental e novas manifestações que devem acontecer até março. A entrevista completa você confere no player.