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PEQUENO EMPRESÁRIO

Microempresários terão orientações para sobreviver a crise do coronavírus na Capital

21 julho 2020 - 09h00 Por Rosana Siqueira

Com praticamente 99% de suas empresas funcionando em sistema de micro e pequenas empresas, Campo Grande quer ajudar estes empresários a sobreviverem a pandemia do coronavírus sem fechar as portas. Diante da baixa adesão dos bairros de Campo Grande aos protocolos de segurança, o Sebrae/MS iniciou hoje (21) uma ação para estimular as micro e pequenas empresas a se comprometerem com as medidas de biossegurança. A força-tarefa começou às 9h, no bairro Tiradentes, em frente ao asilo São João Bosco. Qume explica mais sobre a ação é o analista do Sebrae Rodrigo Sleiman que esteve hoje em entrevista ao programa Giro Estadual de Notpícias.

Um grupo formado por 28 agentes estará nas ruas do Tiradentes orientando os negócios, no novo horário autorizado para funcionamento do comércio: entre 9h e 17h. A equipe respeitará as medidas de segurança, munida dos EPIs. Onde não tiver o mutirão presencial, os empresários serão contatados via canais remotos do Sebrae/MS.

A ação irá percorrer mais bairros da capital: Universitário (23 de julho) e Moreninhas (30 de julho). Ao fim, a expectativa é atingir 19 mil micro e pequenas empresas. Os negócios visitados receberão o selo "Eu Fui Orientado".

De acordo com Sleiman é importante lembrar que a maioria das empresas na Capital são pequenas e micro. "Por isso a nossa relação de consumo está sempre ligada a um pequeno negócio. Além disso o setor gera mais de 50% dos empregos na cidade", salientou.

Diante deste cenário, o analista destaca que é uma responsabilidade social do Sebrae ajudar na conscientização da sociedade para que ajude e compre dos pequenos. Mas para isso eles devem fazer o dever de casa. "Sabemos que o isolamento em CG não foi o que desejávamos e a prefeitura vem endurecendo as regras de cobrança de segurança do varejo não porque é malvada mas porque os leitos de UTI estão lotados", admitiu.

Ele frisa que este é o momento necessário para que os empresários tomem ações e sigam protocolos de biossegurança que a Prefeitura determinou. "Muitas vezes isso ajuda a reduzir o falatório sobre o estabelecimento que não cumpre as medidas. O empresário que não adotar estas medidas pode ser denunciado e sofrer punição", afirmou.

Justamente para evitar esta situação que o Sebrae definiu as ações nos bairros. Ele salienta que o  Sebrae-MS é parceiro dos brasileiros na hora das dificuldades. "Reconhecemos que neste momento de dificuldades os pequenos foram ainda mais afetados pela redução de mobilidade social.  O pequeno foi o mais afetado porque não tem caixa para aguentar 20 a 30 dias sem movimento normal. O Sebrae está orientando a distância, por meio do portal Sebrae Orienta, dando sugestões e dicas de forma gratuita para que as empresas sobrevivam a pandemia", concluiu.

Confira a entrevista completa no player.