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ECONOMIA

Fim da vacinação contra a aftosa vai ampliar o lugar do MS na exportação de carnes

21 janeiro 2020 - 10h17 Por Carlos Ferreira

A Iagro vem fortalecendo o Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), que vai retirar a vacinação da aftosa, visando abrir mercado e tendo como estratégia a manutenção de zonas livres da doença, de acordo com as diretrizes estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

"Quando falamos sobre retirar a vacina, temos que ter um plano muito bem estruturado, com uma vigilância mais ativa. Esse é o desafio que estamos estudando para poder retirar a vacinação até maio do ano que vem", diz o presende do Iagro-MS, Daniel Ingold ao programa "Giro Estadual de Notícias" desta terça-feira (21).

Sobre uma possível "queda de braço" com os produtores rurais, o presidente explica que existe um planejamento estratégico a nível nacional e que é crucial o envolvimento dos produtores rurais e representantes de frigoríficos no assunto. "Não temos há 12 ou 13 anos casos da circulação viral da doença. Estamos tomando todas as atitudes, mas é importante ressaltar que a vacina não vai ser retirada de uma hora para outra, isso ainda deve ser aprovado pelo Ministério da Agricultura", explica.

Um dos objetivos do fim da vacinação é destravar negócios e acessar mercados, como o Japão e a Coreia do Sul, que só compram carne de áreas sem vacinação. "Já temos dados que o preço da arroba vai subir. Estamos falando em US$ 4,000 a tonelada, e que passaria para a US$ 6,000. Mas posso garantir que caso não retirem a vacina, essa situação vai piorar", diz.

Ingold informa que é muito cômodo para os outros estados o MS continuar com a vacinação. "O melhor para o resto do Brasil seria o MS não tirar a vacina, iríamos fazer um 'efeito tampão' maravilhoso, bloqueando as fronteiras e assistindo um grande banquete dos outros estados", alerta.

Santa Catarina, é o único estado brasileiro livre de aftosa sem vacinação, estaria lucrando com a situação.