Vivendo crise sanitária gravíssima de proporções mundiais, o Brasil sofre com um comando que a cada dia provoca uma crise. A avaliação é do deputado federal Fábio Trad (PSD) que foi o entrevistado desta quarta-feira (29) do programa Giro Estadual de Notícias. "O presidente que deveria estar focado na integridade física da população, lamentavelmente procurou fabricar mais uma crise no Ministério da Justiça e insistindo na troca do diretor da PF que culminou com a saída do ministro Moro. O ex-ministro saiu atirando e o episódio deixou toda a sociedade estarrecida", salientou o deputado.
Ele destaca que o Brasil vive uma situação trágica. "Ontem tivemos mais uma notícia trágica, que o País registrou o maior número de mortos e o presidente Bolsonaro ao invés de mostrar empatia, sobretudo estar focado na questão, apareceu sorrindo um largo sorriso como se o mundo estivesse às mil maravilhas. Ele estava dando tiros em um estande. A gente procura ajudar na governabilidade do País, mas é difícil quando se tem um presidente que todo dia provoca uma crise", criticou.
Com relação mudança do ministro da Saúde, Trad é enfático ao afirmar que não foi uma boa troca. "Acho que não foi boa a troca. Enquanto o ministro Mandetta, que é sul-matogrossense e tinha a empatia da população, uma sinergia tentando se comunicar com todo o Brasil mesmo atrapalhado por Bolsonaro. O ciúmes cresceu demais da imagem do Mandetta e o degolou como o presidente fez com Sérgio Moro, Vejo que neste Governo todo mundo que cresce é cortado. É um pecado trabalhar muito e se projetar. Isso virou causa de demissão", comenta o deputado federal de MS.
Trad afirma apesar do novo ministro contar com todas as credenciais acadêmicas ele não tem conhecimento do SUS. "O novo ministro insiste em dizer que precisa analisar os números, quando as pessoas estão morrendo no Brasil. Por outro lado o presidente se quiser empatia deve estar ao lado da população em Manaus, em Fortaleza, combqtendo a doença. O presidente americano Churchill ele ia pro front para combater o naziwmo. Muitos brasileiros estão indignados com a postura de Bolsonaro. O brasileiro sensato tem que reprovar a conduta cruel do presidente", alegou.
O deputado ainda elogiou no trabalho de combate ao coronavírus no Estado e também em Campo Grande. "Vejo que o secretário de Saúde Geraldo Resende está atuando bem firme e competente. Em Campo Grande, o Marcos agiu na hora certa e enfrentou a questão de peito aberto. Eu não defendo lockdown, mas sim monitorar com muita atenção os números. Se houver crescimento urge que tanto o prefeito da Capital quanto o governador e secretários se reúnam para adotar medidas mais restritivas", concluiu.