Você já deve ter ouvido falar do trabalho do Batalhão de Choque de Campo Grande. O bom trabalho dos militares ganhou um novo destaque no dia 25 de novembro, após os agentes prenderem uma dupla especializada no roubo de relógios de luxo na Capital em menos de 24h após uma sequência de crimes no bairro Chácara Cachoeira, região nobre da cidade.
Para o comandante-geral do batalhão tenente-coronel Rocha em entrevista ao Giro Estadual de Notícias de terça-feira (29), a experiência obtida pelos policiais contribuem para o solucionamento dos crimes. “Nesse caso dos ladrões de relógios, todo o treinamento que temos fez com que soubéssemos quem eram os criminosos. O policial só de olhar já percebeu algo de errado no gesto que um dos ladrões esboçou. O cidadão ainda pensa que as forças de segurança trabalha usando força para tirar alguma informação, mas não... Usamos a psicologia e tudo o que a ciência nos oferece”, explica.
Quando foram parados, eles contaram ter vindo de Taboão da Serra, interior de São Paulo, para instalar grama sintética na capital de MS. A história não convenceu. De longe, as equipes notaram quando um dos bandidos escondeu algo no balcão de uma das empresas de viação, se aproximaram e encontraram um Rolex escondido. Em buscas na bagagem do suspeito, os policiais acharam outro relógio Rolex dentro de um par de tênis.
As buscas então passaram para o segundo suspeito. Na mochila dele, o terceiro Rolex foi encontrado. Sem ter como esconder os crimes, os dois confessaram ter vindo para Campo Grande apenas para roubar os relógios.
O Batalhão Choque é uma subunidade operacional que tem a característica especial de ser uma tropa de pronta resposta, ou seja, uma tropa adequadamente adestrada e preparada para algumas missões. “Tem duas vias. Uma via de controle de multidão e outra de patrulhamento. São três pelotões todos habilitados a cumprirem missão de Choque e de patrulhamento. O que a população mais vê, é a segunda vida, de patrulhamento, pois é essa que tira o criminoso de circulação”, explica.

O comandante-geral do batalhão tenente-coronel Rocha
Em MS, a Polícia Militar está estrutura em três níveis de força. A primeira é o batalhão de área que vai atender a ocorrência do cidadão, as rotineiras. O segundo nível, são as forças táticas, principalmente no interior – são aquelas que precisa um pouco mais de treinamento, equipamento e armamento diferenciado. “O Choque está no terceiro e último nível de força, onde atende em todo o Estado em ocorrências que diz respeito ao batalhão e que precisa de uma aplicação baseado na força do armamento e inteligência que os agentes tem”, explica.
Quando perguntado sobre as operações que exigem uma maior demanda por parte dos policiais, o tenente coronel explica que todas as ações de organizações criminosas necessitam de uma atenção especial da Secretaria de Segurança Pública. “Inserido nisso, o batalhão faz frente principalmente a essas ações. Há umas semanas atrás em que tivemos 13 alvos e parte deles resistiram, sabemos que só nós poderíamos fazer aquilo. Esse nível de crime é para esse nível de força. Temos nossas informações, tecnologias, maneira de fazer o policiamento e é feito todo o estudo para que a ação aconteça da forma mais segura ao criminoso e para a equipe policial. Mas graças a Deus isso tem acontecido pouco se comparado com estados vizinhos. Criminoso aqui em MS não se cria, a polícia dá a resposta adequada”, explica.
Segundo Rocha, a ocorrência foco do Choque é roubo e porte de armas. “Não para mensurar o que você previne tirando a arma de fogo da mão de uma criminoso. Temos uma estatística, e das 127 armas que retiramos de circulação, não fazemos ideia de quantos estragos elas iam causar”, alerta.

Quando perguntado sobre as operações que exigem uma maior demanda por parte dos policiais, o tenente coronel explica que todas as ações de organizações criminosas necessitam de uma atenção especial da Secretaria de Segurança Pública
Há um tempo a presença da polícia causava um certo “medo” em algumas pessoas, segundo Rocha, isso se deve a ‘herança cultural’ que a polícia herdou dos agentes da década de 60 e 70. “Existem comentários baseados no que aconteceu há 50, 60 anos atrás e não a uma polícia legalista, fiscalizada e organizada. Parte do Ministério Público é responsável por fiscalizar só ações policiais e tudo de forma transparente. Se houver índicos de crimes é aberto um processo que é oferecido ao Judiciário... Tem todo um processo legal”, salienta.
Para o tenente coronel, a Capital é motivo de exemplo para outras do País. “Eu não me recordo do último latrocínio na cidade. Eu fui recentemente a um encontro de Choques e quando se fala para os outros comandantes, eles não acreditam. Policial daqui é diferenciado... Ele precisa estar 100% pronto para qualquer missão. E isso é sentido pelo retorno da sociedade, que é muito positivo”, finaliza.
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