"Infelizmente parecemos contraventores nesta pandemia. Com a falta de resposta da ciência temos alguns aspectos que precisam ser olhados. Para matar o carrapato não precisa matar a vaca e é isto que tá acontecendo com o comércio". O desabafo é do presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Campo Grande Adelaido Vila, que foi o entrevistado desta quarta-feira (8) no Giro Estadual de Notícias. Ele lembrou que o varejo em geral está fazendo a sua parte para poder voltar a funcionar, seguindo as determinações das autoridades. "Temos dado orientações aos nossos associados, tirando dúvidas e prestando esclarecimentos para que ninguém deixe de seguir as normas. De uma maneira geral, todos têm feito a sua parte, abrindo as portas com responsabilidade e cuidados que os nossos clientes precisam", enfatizou.
Ele sinalizou, no entanto que não adianta a prefeitura flexibilizar regras com uma fiscalização tão rigorosa. "Temos mais de 400 fiscais nas ruas nas portas lojas cobrando coisa que nem tem em posto de saúde. Estamos dando aquilo que está sendo pedido pela Prefeitura para funcionar. Se você entrar numa loja hoje dos nossos 4.500 associados verá que está muito mais limpa que muitos postos de saúde da Capital. Tem sabonete, papel, álcool gel nas lojas e não tem nos postos de saúde", comentou Vila dizendo que setor fica um pouco indignado ao ver que as autoridades municipais, principalmente estão cobrando, mas não estão entregando na saúde pùblica.
Vila frisou que é uma preocupação, por exemplo a questão dos transportes púbicos. "Vi hoje muitos ônibus lotados, pessoas dentro de terminais espremidas por falta de ônibus." Na sua avaliação está faltando noções de higiene básica. "A recomendação de cuidados e isolamento diante desta pandemia eu respeito. O lojista em Campo Grande nem queria voltar, diante da preocupação com a doença", enfatizou.
No entanto ele comenta que a falta de medidas econômicas mais inclusivas por parte da prefeitura e Governo do Estado ajudaram a piorar o cenário de crise no comércio local. "As medidas mais efetivas vieram do Governo Federal. Porque não recebemos mais nada. Mesmo assim ela não atinge o pequeno empresário. São mais pessoas em situação de vulnerabilidade e empresas com faturamento anual de R$ 360 mil. Ontem fizemos contato com a deputada federal Rose Modesto que apresentou projeto para que pequeno e micro empresário que não tem faturamento ele possa ter acesso as linhas de financiamento e de crédito. Isso é positivo estamos na expectativa de que seja aprovado", frisou.
O presidente da CDL ainda explanou a preocupação com setores que ainda não podem abrir como academias, salões e beleza e shoppings.
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