O presidente da Assomasul, Pedro Caravina, concedeu entrevista na manhã desta sexta-feira (7) ao programa Giro Estadual de Notícias, transmitido simultaneamente as principais regiões de Mato Grosso do Sul através das emissoras do Grupo Feitosa de Comunicação, no qual falou sobre as dificuldades financeiras e das perspectivas dos municípios nesse cenário de crise do país. Caravina disse que existe uma grande preocupação dos prefeitos em relação ao momento atual porque a maioria das prefeituras de pequeno porte não dispõe de receita em caixa para investir em prioridades. Segundo ele, a maioria dos municípios sobrevive de repasses constitucionais, como FPM (Fundo de Participação dos Municípios) e ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Em meio à crise institucional e econômica do país, o FPM, por exemplo, fechou com queda de 8% o mês de junho em relação a maio deste ano. Em maio, o repasse do FPM totalizou R$ 98,223 milhões, contra R$ 90,532 milhões depositados em junho na conta das prefeituras, o que representa uma diferença a menor de 8%. A justificativa do governo federal para a retração é que trata-se de um período em que há mais sazonalidade do FPM, pois junho, julho e agosto são os meses em que há mais restituição do IRPF (Imposto de Renda Pessoa Física) que entra na composição do fundo constitucional, a exemplo do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Outra baixa está prevista na transferência constitucional para o mês de julho, que deve ficar em torno de 11% se comparado ao repasse de junho, segundo projeções da STN (Secretaria do Tesouro Nacional), vinculada ao Ministério da Fazenda.