No atual cenário competitivo, onde tecnologia e estratégia de mercado parecem dominar o debate sobre o sucesso empresarial, um aspecto humano tem ganhado cada vez mais destaque, e foi esse o foco da entrevista concedida pelo empresário e autor Arthur Maximiliano ao Giro Estadual de Notícias, na manhã desta quarta-feira (7). Autor do livro Sussurros Empresariais, destaca que empresas bemsucedidas são aquelas que escutam seus colaboradores, clientes e o mercado.
“Não importa o quão boa seja a sua estratégia ou o quão inovador seja o seu produto,” afirmou Arthur, “se a empresa não tiver uma cultura que valoriza as pessoas, ela dificilmente se sustenta a longo prazo", detalha.
Para Maximiliano, a crise ou estagnação em muitas organizações tem ligação direta com a forma como líderes lidam, ou deixam de lidar, com as pessoas ao seu redor. “Muitos empresários têm medo de ouvir opiniões que discordam da sua visão. Mas é justamente aí que mora a oportunidade de crescimento,” explicou.
O livro Sussurros Empresariais parte dessa premissa: as mensagens mais valiosas para um negócio nem sempre vêm de números ou planilhas, mas das conversas do dia a dia com clientes e equipes.
Em entrevista ao Giro Estadual de Notícias, autor de Sussurros Empresariais destaca que sucesso no mundo dos negócios depende de liderança empática e cultura organizacional - (Foto: Williams Souza)Ele ressalta que esse tipo de “escuta atenta” não é um item secundário da gestão, mas um diferencial estratégico. “As melhores decisões que já tomei como empresário vieram de algo que alguém, um colaborador ou um cliente, sussurrou. Eu aprendi a dar importância a isso,” disse.
Arthur também criticou modelos de gestão que priorizam apenas metas e resultados financeiros, em detrimento de um ambiente de trabalho saudável. “Produtividade não se constrói com medo, com cobrança excessiva ou com metas inatingíveis,” afirmou. “Constróise com propósito, respeito e autonomia", complementa.
Ele observa que empresas que investem em suas pessoas colhem retorno em engajamento, inovação e retenção de talentos, aspectos que impactam diretamente a performance no mercado.
O autor apontou ainda que muitos empresários ainda tratam a cultura da empresa como “algo abstrato”, quando, na prática, ela deve ser um compromisso diário e tangível na operação do negócio.
Empreendedorismo em tempos de mudança - Questionado sobre o cenário atual, Arthur disse que empresas resilientes são aquelas que conseguem se adaptar rapidamente às mudanças, mantendo o foco nas relações humanas. “Tecnologia muda rápido, mercado muda rápido. O que não muda é gente. São as pessoas que fazem empresa funcionar,” disse.
Questionado sobre o cenário atual, Arthur disse que empresas resilientes são aquelas que conseguem se adaptar rapidamente às mudanças, mantendo o foco nas relações humanas - (Foto: Williams Souza)Ele também ressaltou a necessidade de líderes olharem para fora de suas bolhas: ouvir outras indústrias, aprender com diferentes setores e, sobretudo, valorizar o aprendizado contínuo. “Não adianta ter uma grande ideia se você não souber como levar isso para as pessoas, como motiválas, como criar uma cultura que faça essa ideia prosperar.”
Ele afirmou que o futuro dos negócios não será definido por tecnologia ou capital, e sim pela capacidade de as empresas se conectarem verdadeiramente com as pessoas. “Quando a empresa quebra, não é a tecnologia que some. São pessoas que saem. É networking que se desfaz. É confiança que se perde,” lembrou. “Por isso, empresas que escutam, que cuidam e que valorizam sua equipe e seus clientes têm um futuro mais sólido", explica.
O empresário detalha que tanto os experientes quanto os que estão começando agora precisam se comunicar e ouvir muito bem. “Busque sempre ouvir mais do que falar. Escute de fato. Não apenas as pessoas dentro do seu negócio, mas o seu cliente, o seu mercado e até mesmo quem pensa diferente de você. Só assim você poderá construir algo que não seja apenas comercial, mas significativo", finaliza.
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