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COMÉRCIO

Economia de MS é mais frágil que do País e precisa ser retomada

6 abril 2020 - 12h00 Por Rosana Siqueira

"Não podemos continuar com isolamento horizontal geral. Sob pena que nossa economia, que é mais frágil que a do País tenha efeitos negativos". A avaliação é do primeiro secretário da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande Roberto Oshiro que participou nesta segunda-feira (6) por telefone de entrevista no Programa Giro Estadual de Notícias.

Ele destaca a importância da retomada parcial das atividades no comércio. Algumas ainda vão voltar gradativamente porque precisam apresentar protocolos de segurança. "A gente estabeleceu por setores. Tiveram alguns setores que Semadur não ficou tranquila pelos protocolos mais bem certificados. Estão conversando desde a semana passada. O que eles precisam apresentar é um plano de biossegurança satisfatória, com profissional competente e responsabilidade técnica, assinada para ser validada. É o caso por exemplo de shoppings e salões de beleza. A ACICG tem participado junto. Acredito que teremos reuniões pessoal de academia administradoras se envolvendo com a associação para dar mais segurança a colaboradores e aos clientes", enfatizou.

Oshiro lembrou que no caso dos shoppings o adiamento das atividades ocorre  por conta de aglomeração e facilitação de contatos. "As academias e salões de beleza onde tem mais contato físico com clientes, assim como profissionais de saúde, precisam ainda de mais detalhamento destes protocolos de segurança para conseguirem funcionar", afirmou lembrando que a Associação comercial tem discutido com os fiscais qual será o melhor momento para esta reabertura.

O primeiro secretário da ACICG destaca que desde o início da pandemia foi realmente solicitado pelas entidades do comércio que a economia não sofresse tanto. "A gente tinha uma previsão no caso da saúde este era o problema. Que não tivéssemos redes de saúde sobrecarregadas. Mas foi feita reestruturação que chegasse agora e voltasse com a atividade econômica por meio de mudanças de postura de clientes e empresários. A meta é que se mantenha a curva de contágio controlada, deixando a rede hospitalar para tratamentos mais intensivos. Chegamos neste momento de reabrir. Fomos conversando com a prefeitura, alguns setores foram liberados e agora podem dar passo maior para proteger a economia", acrescentou.

Ele lembra que nesta pandemia os micro e pequenos negócios e os informais estão passando por muitas necessidades. "Temos uma economia mais frágil que no resto do País. A segunda onda do coronavírus já chegou aqui e precisamos evitar demissões. Estamos preparados", concluiu.

A entrevista completa você confere no áudio.