A deputada federal Rose Modesto (PSDB) é contra a nova medida do presidente Jair Bolsonaro (PSL), ao divulgar por meio do Ministério da Educação (MEC) o corte de verba no orçamento de 63 universidades e 38 institutos federais de ensino do País. A deputado é sub-relatora da Comissão Externa que fiscaliza o MEC e considera a atitude do governo lamentável.
“O que aconteceu é a prova de que não houve um governo que entendesse que a educação deve ser prioridade, e que em um momento de crise o governo deve priorizar essa área, pois o País está indo na contramão comparado a outros países desenvolvidos que conseguiram diminuir a pobreza investindo na educação”, afirma.
Rose Modesto afirma que seu posicionamento não é contra o governo Bolsonaro, mas o critica pelo fato de não ter conversado antes com as universidades. “Eu votei no segundo turno no Bolsonaro e torço para que o País dê certo e quero dar uma parcela de contribuição como deputada federal para que o governo vá bem, pois indo bem, são as pessoas que ganham com isso. Mas a educação é uma bandeira de todo mundo independente de questões políticas e ideológicas”, relata.
A deputada federal explica que irá buscar meios mais justos para os profissionais da educação, que com a reforma da previdência serão prejudicados. “Temos um déficit de mais R$ 360 bilhões na previdência, e hoje o governo federal usa 52% dos recursos para poder cobrir esse déficit, mas podemos ter uma reforma mais justa e social, pois essa reforma que vamos entregar não será essa do governo. Não adianta ter uma reforma da previdência se não termos uma educação de qualidade, o País não prospera”, diz.
