Como forma de ajustar e tomar as providências cabíveis em relação aos casos das filas extensas nas agências da Caixa Econômica Federal em MS, a Defensoria Pública da União (DPU) em Campo Grande, juntamente à Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso do Sul (DPE) ajuizaram, nesta terça-feira (5) a Ação Civil Pública (ACP) solicitando imediatamente adoção de medidas de segurança, a serem implementadas em todas as agências da Caixa no Estado, inclusive nas áreas externas, a fim de evitar aglomerações que ponham em risco a saúde dos consumidores. A ação foi distribuída para a 1ª Vara Federal de Subseção Judiciária de Campo Grande.
Conforme a defensora regional dos direitos humanos da Defensoria Pública da União (DPU-MS), Daniele de Souza Osorio, ao Giro Estadual de Notícias desta quinta-feira (7), a situação que os trabalhadores se submetem é de humilhação e tamanha exposição ao novo coronavírus. "Estamos pedindo providências. Entendemos que o banco se propiciou a prestar um serviço, e eles devem prestar um serviço sem oferecer riscos às pessoas. Da forma que está, as pessoas estão correndo um risco muito grande de saúde", explica.
Osório afirma que a DPU-MS primeiramente tentou um contato com a Caixa em Brasília, porém não tiveram uma resposta positiva e por isso não restou outra alternativa a não ser a ação civil pública que também será contra a União.
"Essa ação é contra a Caixa e União, já que o que o auxílio emergencial foi uma decisão da União que em seguida contratou a CEF para fazer o pagamento aos trabalhadores", ressalta.