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ALERTA

Crescem os golpes virtuais de clonagem de WhatsApp e cartões na Capital; saiba como se proteger

28 outubro 2020 - 10h20 Por Rosana Siqueira

Os golpes contra consumidores sejam eles em idosos ou não, estão crescendo cada vez mais nestes tempos de pandemia.

Nos primeiros dez meses de 2020, a Polícia Civil registrou 1.837 casos de golpes aplicados em Campo Grande. No Estado tiveram 6.533 casos de golpes, um aumento de 28%, já que no mesmo período de 2019, os registros de estelionato eram de 5.090.

Na última semana, policiais do GARRAS, Delegacia Especializada  no Combate a Roubos e Sequestros, prenderam em flagrante dois homens suspeitos de crime de  estelionato contra idosos. Eles estavam hospedados em um hotel no Centro de Campo Grande, com 15 máquinas de cartão de crédito, dois crachás falsos e seis cartões de crédito de diversas vítimas. Os suspeitos, que são de São Paulo, faziam parte de uma associação criminosa que tem como forma de agir, realizar ligações para correntistas de agências bancárias e relatarem sobre supostas compras realizadas pela vítima.

A reportagem, o delegado do primeiro distrito de Policia de Campo Grande, Mikail Fariá, explica que neste caso específico foram presos os estelionatários. “Este golpe consiste em pessoas que andam o País, que fazem as vitimas”, salientou.  

Ele esclarece que estas pessoas ligam para idosos e falam que ele estaria comprando em uma loja em Curitiba. “O idoso nega e então os golpistas afirmam que a pessoa caiu em um golpe. Depois os criminosos indicam para a pessoa ligar em um 0800 para cancelar o cartão, mas na verdade eles continuam na linha, e a vítima começa a falar como se estivesse no 0800, e não está. Depois o estelionatário diz que um funcionário do banco vai passar na casa do idoso e buscar pessoalmente o cartão. No momento eles já têm a senha o CPF e RG. Quando o idoso percebe, ele já está sem dinheiro e com o limite estourado. Além disso fazem empréstimo consignado no banco, que por sua vez não ressarcir os clientes. O banco diz que não tem culpa e a vítima fica a mercê com um enorme prejuízo”, alerta.

Outro golpe comum nos bancos é nas máquinas de cartão. Idosos e pessoas mais simples pedem ajuda de estranhos para operar as máquinas de caixas. O delegado recomenda não pedir ajuda a estranhos. “Na operação estes golpistas podem trocar o cartão do cliente dentro da agência. Vá com parentes ou uma pessoa de muita confiança. Outra coisa, lembre-se que o banco não te liga para confirmar que você esta gastando”, destaca.

Os casos denunciados nos dez meses de 2020 superaram todos os 6.409 registros feitos nos doze meses de 2019 em MS.

Os golpes virtuais também foram lembrados pelo delegado. Esta modalidade avançou mais que todas as outras. Os crimes vão de clonagem de WhatsApp, golpes em sites de compras como OLX entre outros. “Como o WhastApp se usa para tudo, ferramenta de trabalho e de lazer também em tempos de pandemia é comum  os golpes entre eles de clonagem”, lembra.

Neste tipo de infração, os golpistas ligam inventam uma história e pedem que a vítima envie um número de SMS que foi mandado no telefone. Na distração as pessoas passam o código que na verdade é do WhatsApp. A conta é clonada, os bandidos criam uma senha de segurança e a pessoa fica impedida de recuperar o número. “Como no celular tem todos os nomes da família, os bandidos ligam inventam uma história. Todo mundo pede dinheiro ou favor, tipo deu problema no aplicativo, paga um boleto, etc”, esclarece.

Neste caso, a orientação é para quem receber a ligação do golpista pedindo dinheiro ou transferência, ligue para o amigo ou parente se realmente é a pessoa que está pedindo. “Nossa recomendação é ligar para a família, deixar claro que seu Whats foi clonado e não repassar dinheiro sem tirar esta dúvida”, finalizou.

A entrevista completa você confere no player.