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Crematório que custou R$ 4,9 milhões começa a funcionar na Capital

9 outubro 2020 - 09h45 Por Rosana Siqueira

O Crematório Campo Grande, que foi inaugurado esta semana na Capital teve investimentos de R$ 4,9 milhões. O empreendimento feito pela Pax Nacional, com recursos do BNDES, chega no mesmo ano em que a empresa completa 39 anos de atendimento em Campo Grande.

É o primeiro crematório do Estado e o maior complexo do segmento na região Centro-Oeste. Além do prédio principal a nova unidade conta também com um amplo jardim que foi desenhado para receber as estruturas do Cruzeiro, Capela, Columbário e Ossuário. O investimento foi de R$ 4,9 milhões. Para falar sobre o assunto estiveram nesta sexta-feira (9) no estúdio do Giro Estadual de Notícias, a proprietária do empreendimento Nilma Ribeiro, e o diretor da Pax Nacional, Artur de Carli.


O diretor da Pax Nacional, Artur de Carli

O diretor explicou que o projeto vem sendo desenvolvido há mais de 10 anos. “Era um sonho da dona Nilma, proprietária da PAX. A gente sempre viajou muito em congressos, e notou que esta questão da cremação era uma tendência natural do serviço funeral. Nos cemitérios o crematório é uma prática onde as famílias optam pelo ritual tradicional e a cremação faz parte de todo o serviço. Daí surgiu o acalento que se montasse aqui em Campo Grande”, explicou Di Carli.

Ele conta para este tipo de empreendimentos são seguidas inúmeras normas de segurança e ambientais. “Fizemos vários estudos, obtivemos licenças ambientais. A legislação brasileira ainda é carente de normas por ser uma atividade nova no País. Tem crematório público há mais de 30 anos em São Paulo. Mas na iniciativa privada é menos de 15 anos que existem empresas”, frisou o diretor.


 A proprietária do empreendimento Nilma Ribeiro, e o diretor da Pax Nacional, Artur de Carli

De acordo com o diretor a receptividade com o projeto foi muito boa por parte da prefeitura e órgãos que ampararam a idéia. “Fizemos de 4 a 5 anos só de estudos ambientais, licenças, etc,  e agora a licença saiu final do ano passado. Ou seja foi uma operação de 4 a 5 anos de obras”, explicou o diretor da PAX.

Para Nilma Ribeiro, foram 10 anos de pesquisa para reduzir os erros. “Fizemos todos os procedimentos para evitar erros. E chegamos a a conclusão que Campo Grande merecia um crematório”, afirmou.

O projeto arquitetônico do Crematório é um capítulo à parte. “Nossa arquiteta estudou muito e foi uma das decisões criar um espaço humanizado. A idéia toda do projeto segue uma lei de certificação americana de sustentabilidade. E não é só sobre poluentes. No local contamos com aproveitamento da água, ventilação, limpeza. Tudo foi construído na certificação. Vamos receber o certificado em breve”, acrescentou Ci Carli.

Acesso
De acordo com o diretor, a proprietária Nima Ribeiro teve uma grande preocupação de dar mais acesso ao serviço. “O Ritual de cremação é muito claro, voltado para uma classe mais abastada. Por isso o crematório se preocupou que o serviço fosse acessível a toda a população. Os clientes da PAX por exemplo, podem pagar um adicional de R$ 5 por mês e pode cremar qualquer membro da família. Se for apenas uma pessoa é R$2 ao mês”, enfatizou.


A diretora presidente do grupo, Nilma Ribeiro Cardoso.

Os planos serão acessíveis também as cidades do interior. “As pessoas interessadas em todas as cidades podem optar pela cremação pagando um plano antecipado de R$ 2.800 dividido em 10 vezes. Isso quebra o paradigma do preço alto”, afirma o diretor.

A cremação leva de uma hora a uma hora e meia. O pacote de R$ 2.800 dá direito a uma urna de alumínio forrada com bronze. O crematório vai oferecer ainda outros tipos de urnas: como a bio urna, que é biodegradável e pode servir para o familiar enterrar as cinzas junto com uma semente e dali nascer uma árvore e ainda personalizadas.


O crematório é novidade na Capital. Cremação pode durar até 1h30 em forno que chega a 1200 graus.

Sobre o armazenamento das urnas, o diretor explica que existe uma orientação dos religiosos para que as cinzas sejam guardadas em locais adequados. “Também pensando nesta crença temos no crematório um local especial para guardar as cinzas. Por uma taxa de R$ 250 ao ano a pessoa pode guardar até 3 cinzas. No entanto boa parte das pessoas levar as cinzas direita da família. Além disso temos opções de urnas pequenas, para separação e que podem ser levadas por vários familiares. Cada um leva um pouco pra casa”, finalizou.


As pessoas interessadas na cremação podem fazer em vida uma declaração de contratação do serviço.

A entrevista completa você confere no player.  

Serviço
Crematório Campo Grande
Endereço: Avenida Tamandaré n. 6.781 – Vila Nasser, em frente ao Cemitério Jardim das Palmeiras
Informações: (67) 3361-2940 ou www.crematoriocampogrande.net ou ainda pelo e-mail contato@crematoriocampogrande.net.

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