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ECONOMIA EM ALERTA

Coronavírus acende sinal amarelo na economia

5 fevereiro 2020 - 11h16 Por Rosana Siqueira

O coronavírus acende o sinal amarelo na economia mundial e pode ter reflexos também aqui em Mato Grosso do Sul. A China, que é o principal parceiro comercial do Estado comprou, em 2019, 42% das nossas exportações, chegando a uma soma de US$ 2,2 bilhões. As exportações sul-mato-grossenses de carne bovina em 2019 foram de US$ 683 milhões, um crescimento de 24% em comparação ao ano de 2018. O gigante asiático comprou US$ 112 milhões de dólares deste total. Quem explica esta relação é o administrador e consultor em comércio exterior Aldo Barrigosse no programa "Giro Estadual de Notícias" desta quarta-feira (5).

Mesmo ainda trabalhando apenas com expectativas, nada concreto, ele diz que hoje a economia é globalizada e esta redução no consumo chinês pode sim afetar os mercados de todo mundo. "As economias trabalham de forma integrada. MS vende muito para os países asiáticos em especial a China. Temos grande produção de minério, soja, milho e daqui saem matérias primas que integram mundo inteiro. Economias do mundo inteiro são integradas", explicou.

Ele frisa que o problema do Coronavírus é que a economia chinesa alavanca as economias de todo mundo. "Se economia chinesa trabalhar numa velocidade mais lenta do que vem trabalhando nos últimos anos, isso mostra que a economia mundial também vai girar numa velocidade mais lenta. Então estes mercados estão todos integrados", enfatizou.

O fato da China comprar menos, segundo o consultor, significa que as vendas podem cair no Brasil, EUA e Europa, que atendem estes mercados. "Isso é ruim porque as empresas acabam parando de investir ficam com pouco dinheiro em caixa. Um exemplo que você tem em nosso País são as empresas de capital aberto, aquelas que têm papéis na bolsa que são do agro. Se o chinês vai comprar menos, as empresas têm menor fluxo de dinheiro, para de contratar pelo menos por enquanto. Por isso temos que estar com sinal amarelo aceso", acrescentou.

No entanto ele salienta que, por enquanto, são apenas expectativas. "É uma medida aceitável esta restrição no consumo. Mas não se sabe o cenário que vem. Tudo é expectativa. Não temos números concretos. Mas os índices apontam que poderemos ter um momento de uma economia mais lenta", adiantou.

O administrador ainda falou sobre as previsões para o mercado exportador do Estado que são positivas neste ano principalmente na soja, milho e carne. Confira abaixo a entrevista completa.