A cobrança das contas de energia que foram suspensas por conta da pandemia voltará a ser feita a partir de 1 º de agosto. A informação foi repassada hoje por Rosimeire Costa, Presidente do Conselho de Consumidores Área de Concessão de Energia Elétrica de MS (Concen/MS), durante entrevista concedida ao programa Giro Estadual de Notícias desta quarta-feira (28). Na conversa ela alertou a população sobre o consumo de energia elétrica e pagamentos de suas faturas.
Ele explica que mesmo com a suspensão de cortes de energia determinado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) durante a emergência da pandemia, o consumo será cobrado em contas futuras.
A Presidente Concen informou que ficou proibido o corte do serviço de energia, porém todas as outras possibilidades de cobrança ficaram ativas. "Não pode suspender o serviço, mas pode cobrar na justiça, protestar, seguindo prazos e tentativas de parcelamento da divida", destacou. Segundo Rosimeire em consultoria a distribuidora de energia do Estado, foi aberta uma linha de parcelamento para o consumidor, mas a orientação desde o início foi de que era importante não deixar acumular as contas.
"A legislação determina que o parcelamento venha junto com consumo mensal. Já aqueles que são baixa renda tiveram 100% de desconto, porém, o Estado para ajudar retirou o ICMS e os Municípios retiraram a contribuição de iluminação pública. A partir desse momento começa a voltar todas as cobranças retiradas", relata a presidente.
De acordo com a entrevistada quem tiver contas em aberto será notificado a partir de 1º de agosto a pagar suas pendências e essa comunicação contará com prazo de 15 dias para solucionar a pendência. "Nesse momento o consumidor deve entrar em contato com a distribuidora de energia", acrescentou.
Aumento - Rosimeire também esclareceu que nesse período ocorreu um aumento de consumo geral. "A maioria das pessoas que consumiram menos de 220 kw/h, não pagaram fatura. A partir de 2021 os impactos e serão lançados nas contas", adiantou.
De acordo com apresentação de dados emitidos na sexta-feira (24) pelo grupo Energisa, em junho o maior consumo esteve concentrado na classe rural com crescimento de 5,1% , já a classe residencial apresentou 0,6%, a industria 0,5%
Por isso na entrevista, a presidente orientou a população a acompanhar seus gastos, verificar sempre seus medidores, conferir se tem equipamentos desligados e o quanto roda essa consumo. "Exemplo: Se desligar todos os equipamentos e continuar rodando é possível ter uma fuga de energia", concluiu.